Pelo génio de Bruno Nunes / Seg, 23 Abr, 2007 às 20:10

Para não variar, este post já vem com uns dias de atraso. Faz-se o que se pode, e a mais não somos obrigados, ou será que somos?
Isto para dizer que era suposto este ser um post de análise ao 300, filme de Zack Snyder baseado na obra gráfica de Frank Miller. Era suposto, mas acho que pouco mais existe para dizer de 300.
Visualmente irrepreensível, 300 é tudo o que prometia. Muito bem, talvez o argumento pudesse ter sido melhor trabalhado, tornando-se o final bastante previsível ao fim de 10 minutos de filme. Mas quem foi ver 300 não ia na expectativa de ver voltas e reviravoltas na narrativa, nem de perto nem de longe.
Aqueles que foram ver 300 sabiam muito bem o que iam ver. Afinal, um filme que tem o "povo" de Esparta como personagem colectiva nunca podia ser nada menos que um filme de guerra, neste caso com a Batalha das Termópilas como cenário.
Grande som a acompanhar as belas imagens nunca fizeram mal a nenhum filme, e 300 não é excepção. Extremamente estilizado quer no visual quer nos diálogos, tudo isso se expande durante as cenas de batalha, em que a influência da BD se sente de maneira mais visível e todos os elementos são amplificados até ao mais ínfimo pormenor.
Gerard Butler é um Leónidas que só pode ser qualificável como "do camandro", representando inteiramente os ideais Espartanos, tal como se pretende. Acho que isto fica provado nem que seja pelos míticos bitaites que o homem largou durante o filme e que já fazem parte da história do cinema, porque me parece que ninguém fica indiferente a um "Spartans! Ready your breakfast and eat hearty, for tonight we dine in hell!" ou "Spartans! Prepare for glory!" ou ainda a um "Madness? THIS IS SPARTA!".
Esqueçam os paralelismos entre os Espartanos contra os Persas e os Estados Unidos contra o Irão. Parvoíces de gente com muito tempo nas mãos, digo eu. 300 é entretenimento do mais puro que há. Há violência generalizada, sangue a pontapés, testosterona a voar no ecrã e ainda um bocadito de história ainda que modificada em pequenos pormenores.
No fundo é um filme literalmente brutal, não aconselhado à pequenada nem a malta com a mente fraquinha. Ouvistes Cho Seung-Hui? Este filme não é para ti rapaz.. pelo menos agora já não é de certeza.
Ah, só mais uma coisa. Para o pessoal pseudo-intelectual que louva o David Lynch pela sua genialidade e arrojo nos filmes, quero dizer que o Zack Snyder não lhe fica nada atrás.
Neste último filme de Lynch, Inland Empire, o senhor enfia malta vestida de coelho em três cenas diferentes, sem qualquer explicação aparente e que ele próprio se recusa a esclarecer. Para partir a cara a esse pessoal que venera o Lynch, o Zack Snyder mostra uma espécie de cabra a tocar guitarra. Toma lá e vai buscar ó Lynch!



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