0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Ter, 01 Abr, 2008 às 23:00



O Tiago chamou-me à atenção para o lançamento do novo clip dos Macacos do Chinês, Plutão. É como ele diz, it's the new shit.



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de David Fernandes / Ter, 01 Abr, 2008 às 01:49

1968, Birmingham, no coração de Inglaterra.

Tony Iommi, Bill Ward, Gezzer Butler e Ozzy Osbourne fundam uma das bandas que mudaram a história da música para sempre.

Polka Tulk foi o primeiro nome do quarteto, formado pelos companheiros de liceu. Também eles se aperceberam que este não era o melhor nome para a banda – conseguem imaginar um bom metaleiro ostentando uma t-shirt com Polka Tulk estampado em letras garrafais?! - e ainda no primeiro ano de existência alteraram-no para Earth.
Rapidamente, os Earth entraram no circuito de pub's e clubes conquistando uma legião de admiradores que crescia a cada concerto. Os sons crus e pesados, com alguma melancolia à mistura, aliados às letras directas cantadas por Osbourne romperam com todos cânones musicais existentes na altura.
Tal foi o hype em torno da banda que no ano seguinte à formação os Earth voltaram a mudar de nome – à terceira é de vez, já diz o ditado – para Black Sabbath. Foi este o nome que ficou para a história. É também em 1969 que a banda encabeçada por Ozzy Osbourne entra pela primeira vez num estúdio de gravação.

O álbum de estreia, homónimo, chega ao top 10 britânico e por lá se mantém durante 3 meses tornando os Sabbath num fenómeno com milhares de fãs em ambos os lados do Atlantico.
Por entre putas, álcool, drogas, um manager corrupto, tentativas de suicídio e homicídio os Black Sabbath sobrevivem até hoje, apesar de apenas um membro, o guitarrista Tony Iommi, ser presença constante nos 40 anos de actividade.

Nestas 4 décadas os Black Sabbath editaram mais de 20 álbuns que escreveram a história do heavy metal e ainda hoje são influência directa de muitas bandas novas.

Prova disso...

 

2004, Vancouver, na costa do Canadá.
Stephen McBean, Amber Webber, Matt Camirand, Jeremy Schmidt e Joshua Wells dão os primeiros passos musicais juntos sob o nome de Black Mountain.
Esta formação de 5 músicos é apenas uma amostra de algo maior, os Black Mountain Army, um colectivo de músicos, artistas e amigos de Vancouver, na Colômbia Britânica.

Juntos desde 2004 os Black Mountain editam em 2005 o álbum, homónimo, de estreia. Na Europa pouco ou nada se falou deles então, mas os canadianos abriram os concertos da digressão norte-americana dos Coldplay (?!) durante 3 semanas.

No início deste ano lançam In the Future, o disco que põe meio mundo a falar deles. Com este trabalho são incluídos no Book Of Rock Revelations que acompanhou a edição do 10º aniversário da revista Uncut e Stay Free, 5ª faixa do álbum, vai parar à banda sonora de Spiderman 3 e provavelmente será a melhor coisa do filme. 

Com riffs de guitarra duros e repetitivos, mas bem sonoros, a fazer lembrar os de Iommi, e letras simples cantadas a duas vozes (uma delas feminina) os Black Mountain trazem músicas – talvez arrisque canções – melódicas bem ritmadas pela bateria. Quando não assumem a construção melódica as teclas, inexistentes na fase inicial dos Sabbath, pontuam discretamente, mas eficazmente, as composições.
De facto, e para que este texto faça sentido, os Black Mountain recuperam a noção de heavy metal que os Black Sabbath lançaram vai para 40 anos e cruzam-na com outras influências de outras bandas clássicas como Pink Floyd, Led Zeppelin ou Velvet Underground.

Rotulados com a tão na moda etiqueta indie os Black Mountain soam a heavy metal da velha guarda.

 

Mais Links: Myspace e In the Future





9 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Qui, 27 Mar, 2008 às 23:56

Como parece que este blogue anda numa onda de cariz musical revivalista, faço-me à estrada com o resto da trupe e apresento mais uma proposta bonita.
Num momento em que o cd está com os pés prá cova e o povo quer é novas tecnologias, a saudosa cassete (K7, para o pessoal abreviante) já é uma peça de museu desconhecida das novas gerações. Com ela o mundo descobriu a fita magnética e a capacidade de individualizar ainda mais a experiência musical de cada um.
Tudo isto com a introdução da expressão "mixtape". Coisa linda, a mixtape. Num momento ouvíamos o "War Pigs" dos Black Sabbath para depois sermos envergonhadamente empurrados para o "Bicho" do Iran Costa. É certo que Hollywood ajudou a romantizar a mixtape em muitos filmes, mas caramba, uma pessoa só aguenta ver comédias românticas protagonizadas por algum galã dos anos 80 até certo ponto. De modo que com o final do lado A e do lado B, a herança passou para o cd, mas o sentimento nunca foi o mesmo. Sempre me pareceu que um cd gravado num computador não transmite grandes sentimentos, mas enfim.
Proponho então um regresso ao passado, mais precisamente ao Muxtape, um conceito marcado pela simplicidade e pelo minimalismo. Conta-se então que no Muxtape o povo tem a oportunidade de fazer uma mixtape de doze músicas para todo o mundo ver.
Mais simples não há, com três cliques apenas é possível fazer o upload de doze sons à escolha, sendo que também ficamos com acesso às playlists dos outros membros.
Agrada-me a limpeza visual e a simplicidade de todo o processo, numa iniciativa que consegue, no meu entender, capturar alguma da essência da cassete perdida na frieza do bite e dos zeros e uns.
Enquanto não criam a vossa muxtape, atentem alguns exemplos do trabalho de outra rapaziada.



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Qui, 27 Mar, 2008 às 22:50

Vai ganhando forma o cartaz do Festival de Música do Mundo, de Sines, estando até agora confirmados os seguintes nomes:

Beirut , Orchestra Baobab , A Naifa, KTU , Justin Adams , Hazmat Modine , Kasai Allstars , Justin Adams & Juldeh Camara, Marful, Ngoni Ba, Ericka Stucky, Bassekou Kouyaté, Lo CÒR de la PLANA, Juldeh Camara, Amy Sacko


Esta informação, sendo proveniente de uma rede social como o Last.fm, poderá não ser totalmente fiável.

fonte: Last.fm





4 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Ter, 25 Mar, 2008 às 12:01

Há muito tempo que não via um cartaz tão forte!

Optimus Alive!08

10th July:
Sons Of Albion
Peaches
Cansei de Ser Sexy
Gogol Bordello
The National
Spiritualized
Rage Against the Machine

11th July
Within Temptation
Chris Cornell
Mr Flash
Krazy Baldhead
Uffie
Nouvelle Vague
Bob Dylan

12th July
Donavon Frankenreiter
The Gossip
Róisín Murphy
Ben Harper & The Innocent Criminals
Neil Young



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Dom, 23 Mar, 2008 às 12:23

Desde de que vi o filme 24 hours party people , com o brilhante Steve Coogan , que tive grande curiosidade em explorar uma época que, dado a minha idade, não tive possibilidade de viver. Falo, está claro, dos anos loucos de Madchester, o fenómeno cultural que teve origem em Manchester com principal incidência na década de 80 e de onde surgiram uma boa parte das bandas que mudaram o panorama musical da época e que ainda hoje têm um legado bastante forte. Tenho por isso adquirido algum material, que vou encontrando, que remonte à época - uns cd's e mais recentemente o poster da capa do Unknown Pleasures dos Joy Division .

E foi numa procura, quase que involuntária, que descobri aquilo que são peças que têm tanto de imperdível como de inatingíveis - tal é o preço.
Primeiro, e o meu preferido, um modelo Adidas de edição limitada - apenas 250 exemplares - comemorativa dos 25 anos do Haçienda club . Consegui encontrar no eBay um exemplar a 500£. Simplesmente perfeitos.
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Os dois modelos que se seguem são apenas customizações que, pelo que entendi, não foram lançados nem está previsto serem. Ambos são alusivos aos Joy division e ao seu Unknown Pleasures.São, respectivamente, da Nike e New Balance:


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Na lateral lê-se "but i remember when we were young..."

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Na impossibilidade de conseguir adquirir qualquer um destes produtos - embora tenha por breves momentos feito contas à vida por aqueles Adidas - preparo uma estampa, que ainda está inacabada, ao qual gosto de chamar "24 hours party t-shirt".

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0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Qui, 20 Mar, 2008 às 10:46

Andei a vasculhar todos os jornais diários britânicos à procura de feedback do grande feito que Cristiano Ronaldo alcançou ontem à noite, ao marcar o 33º golo da época, ultrapassando assim a marca de há 40 anos, fixada por George Best .

Impunha-se um "Cristiano Ronaldo, simply the Best ", trocadilho tão óbvio como, quase que, obrigatório. Confesso que esperava ver mais destaques, mas foi preciso o sensacionalismo de um tablóide, como o The Sun, para o ver devidamente destacado:
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Engraçado perceber que há 4 anos que os portugueses são decisivos nas conquistas do compeonato inglês, ao contrário do que acontece em Portugal e este ano não deverá fugir à regra.

Ainda para quem gosta de futebol, encontrei uma rubrica engraçada no Times Online, de nome "Which plyaers are overrated ", que basicamente é uma "tertúlia futobolistica " entre Martin Samuel e os seus leitores, onde qualquer um pode expressar a sua opinião sobre determinado jogador - que considere realmente overrated - recebendo a opinião de quem realmente percebe de futebol, e vê-se que percebe. É uma coisa engraçada que os ingleses lá têm, que é por pessoas que realmente percebem de determinado assunto, a expressar a sua opinião. Apercebi-me disso enquanto via um simples programa de crítica de cinema, que passava na BBC em horário nobre (?!?), e que era delicioso, porque de facto havia a dita crítica - em Portugal isto não acontece, apenas temos os típicos programas de traillers onde não existe qualquer sentido critico no que dizem e que passam às 4h da manhã - e é interessante ver como se destrói um miúdo como Hayden Christensen em 10, 15 segundos - é que com tanta apatia não o consigo imaginar a dizer "Luke i am you're father".



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Qui, 20 Mar, 2008 às 00:40

Já foi lançada a tão esperada lista de artistas que, todos os anos, a Rolling Stones destaca como sendo aqueles aos quais devemos observar com atenção. São eles:

Foals, Leona Lewis, Chester French, Duffy, Playradioplay!, Wale and Does It Offend You, Yeah?

Destes apenas ouvi três deles, que à partida me pareceram mais interessantes pela respectiva descrição - o que é sempre relativo.

Começando pelos Does it Offend You, Yeah? - que à partida se destacam pelo nome - que são descritos como uma fusão (explosiva?) entre o rock electrónico dos Daft Punk com Justice e, lá no fundo, um pouco de Rage Against the Machine. Prometia! E de facto essas referências estão bem presentes no som alucinante, que estes praticam, principalmente se tivermos em conta a música "Let's make out". Já em Battle Royale as referências estarão mais directamente ligadas a Daft Punk - arriscando também a existência de fortes influências provenientes do colectivo 2manyDj's .

Passando para os Chester French que se destacam pelo carimbo N*E*R*D*, estampado na testa, e pelo facto de serem alunos de Harvard - chama sempre à atenção. E é de facto um "pop-rock" geek com o qual somos confrontados, agradável ao ouvido, lembrando claramente a sonoridade dos Beach Boys - mais evidente na música The Jimmy Choo's - numa versão sec.XXI, onde não faltam algumas referências electrónicas, ainda que sóbrias, mas que os tornam na banda ideal para um final de tarde calmo, à beira mar plantado. Esta será, talvez, a banda "cool" da lista e isso é completamente evidente nas suas músicas - Nerd is definitely the new Cool.

Finalizando, com aquele que é, até agora, o artista que mais me impressionou, nesta lista de 2008.  Chama-se Wale, é de origem Nigeriana mas cresceu nas ruas de Washington D.C.! Tem o selo Mark Ronson, que à partida atrai qualquer um,  e é dotado de um flow invejável, lembrando claramente o hip-hop praticado por Kanye West e Lupe Fiasco. Aconselho vivamente a audição de WALEDANCE, que tem como pano de fundo a música D.A.N.C.E. dos franceses Justice, que é simplesmente deliciosa. (oiçam também "Back to the Go Go" e "All i need f Tawiah").Caraças ele é mesmo bom!



1 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Qui, 20 Mar, 2008 às 00:24

... que foi o post dos Backstreet Boys, convido o David a escrever um sobre os Tokio Hotel! Há que atingir novos patamares no Zurraria e é sempre bonito ver as fãs histéricas - com a vantagem de que nos comentários não existe berreiro. Força!



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Qua, 19 Mar, 2008 às 00:24

...aos senhores lucotores da RCS (Rádio do clube do sul) por passarem "Whole lotta Love", versão dos Led Zeppelin, seguido do não menos conhecido "Mal acostumado", dos Ara Ketu (?!?) proporcionando-me uma viagem freneticamente alucinante de regresso a casa. A isto eu chamo de arrojo radiofónico.



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Sab, 15 Mar, 2008 às 03:16

Acabo de chegar do Cabaret Maxime - naquela que foi a minha primeira vez numa casa de mau nome - do fantástico concerto que os Macacos do Chinês deram. Não me canso de falar bem deles e se, por um lado, já conhecia boa parte das suas músicas, disponibilizadas via myspace , a verdade é que ouvir ao vivo é sempre diferente e o interessante é notar como a qualidade se mantêm intacta e onde a banda, para além de mostrar grande entrosamento em palco, mostra um grande sentido de humor sobressaindo-se o vocalista, que faz questão de dar o seu cunho pessoal a cada momento - muito expressivo e com uma dicção/flow perfeita como é raro encontrar-se.
O concerto foi antecedido por um colectivo de hip-hop feminino , denominado de a.m.o.r .  - acrónimo de "as moças ouvem rap" - que se mostraram esforçadas e, sobretudo nervosas , fruto de alguma inexperiência em palco e alguma imaturidade musical, que se notava principalmente na forma como projectavam a voz para o microfone, mas que, apesar de tudo, souberam entreter e merecem a nossa atenção num futuro próximo.

Agora os Macacos é que foram - perdoem-me o palavrão - do camandro!



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Sex, 14 Mar, 2008 às 17:22





3 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Ter, 11 Mar, 2008 às 17:37

Van Damme . Todos nós conhecemos o Jean Claude como um actor que dedicou toda a sua vida a fazer filmes classificados como “filmes de porrada de meia noite”. Onde movimentos acrobáticos, de artes marciais, são executados com uma coordenação impressionável e de onde se retiram, normalmente, uma ou duas frases marcantes – curiosamente também o número de falas de todo o filme. O tipo de filmes onde o sangue, a justiça e paixões ardentes, com vietnamitas de 20 anos,  andam de mãos dadas – também descritos como filmes de "ómens”.

Porém reduzir J.C. a esse tipo de filmes/personagens é errado. Ele é muito mais do que isso. E só ontem o percebi. Num daqueles acasos da vida, encontrei no youtube um vídeo de um filme do Jean, quando este ainda parecia estar na flor da idade”:


 Ora aqui percebemos logo que há algo de errado com o estereotipo criado à volta de Claude e que ele é muito mais que murros e pontapés. Ele é também movimento de ancas, bater de palmas, flectir de joelhos e, acima de tudo, muito gabarolas. Mas há mais...
Ora após uma “visão” destas (com Vê grande) uma pessoa tende sempre a querer saber mais, e o problema é que acaba sempre por descobrir.
Até que chegamos a este vídeo , onde Van Damme, convidado por um qualquer talk show brasileiro, aceita a dançar o funk brasileiro com duas raparigas e onde, mais uma vez, os seus dotes saltam à vista – e não, não falo na ercção com qual ele é confrontado no final do vídeo.
Vendo tudo isto, uma pessoa sente sempre a necessidade/curiosidade de perceber, afinal, qual a origem deste lado mais “remexido” do actor, até que chegamos ao filme Breakin – uma espécie de fame de 1984- onde J.C.V.D. tem uma participação secundária mas que, nem por isso, passa despercebida.
Assim concluo a minha “tese” de que Van Damme é muito mais do que actor violento, embora, por vezes, goste de combinar dança com porrada.
 
P.S. acho que consegui escrever o texto todo sem me referir ao Van Damme da mesma maneira!



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Qua, 05 Mar, 2008 às 21:10

Semanalmente recebo a mailing list do Mini-Mercado , um bar situado na zona Santos (Lisboa), e embora não seja um habitual frequentador do espaço, não deixo de ficar actualizado, não só porque, esporadicamente , levam nomes interessantes - ainda mais tendo em conta as dimensões do espaço que consegue dar actuações intimistas e envolventes mas principalmente pelo design dos ditos cartazes, com pormenores muito bem trabalhados e que, tendo em conta o espaço, faz todo o sentido:
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Pura inspiração...



1 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Qua, 05 Mar, 2008 às 18:25

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É certo que sou um filho da "era digital" e que grande parte da minha vida gira em torno de 0's e 1's. Arrisco a apelidar-me como um "digital junkie " não só porque me dá imenso estilo mas também devido ao elevado grau de dependência a certas e determinados utensílios sem os quais me sinto perdido - e não falo só das horas que passo frente a um ecrã de computador. Raramente oiço música que não seja em formato mp3, ou semelhante, a minha paixão fotográfica é alimentada por uma máquina cujo a única parecença com uma analógica é o exterior, deixei de usar os copinhos (ligados por um fio) como modo de comunicar - passando a recorrer ao telemóvel grande parte das minhas leituras e escritas são feitas no computador e toda a minha organização passa por lá.

Sou um tecnocrata? Não! Sou um digital junkie, como disse...

Mas existe em mim um sentimento que contraria tudo isto em relação a determinados objectos do passado, alguns dos quais nem são da minha era. Gosto de coleccionar câmaras fotográficas, ditas velharias, perco tempo sempre que numa loja vejo um conjunto de vinis - embora não seja comprador assíduo, e ainda guardo religiosamente todas as k7's da minha infância e pré-adolescência.
Acontece também, por vezes, encontrarem-me na rua com uma câmara fotográfica analógica - hábito reavivado em parte pela Lomografia , que me levou a adquirir a minha fisheye. Era também comum, há uns anos atrás, verem-me com a minha polaroid JoyCam , que deixei de usar devido aos custos (cerca de 1 euro por fotografia). Recentemente encontrei essa mesma câmara, perdida entre dois montes de pó, e quando pensava em voltar a utilizá-la soube da anuncio da Polaroid  que pretende deixar de fabricar as ditas máquinas ainda no final deste ano.
Isto pôs-me a pensar. No fundo esperamos sempre pelos mais recentes avanços tecnológicos, sem pensar no efeito, quase que devastador, que isso tem em partes importantes do nosso passado e, no fundo, da história do ser humano.
Nem é muito pela máquina propriamente dita, porque a Polaroid já afirmou que vai tornar a patente livre, para que outras marcas possam "pegar" no conceito e fabricar isso até pode resultar em máquinas mais baratas e melhores - havendo concorrência o consumidor ganha sempre - mas a verdade é que uma marca, cuja a história se confunde em parte com o seu produto mais emblemático, vai abandonar aquilo que a caracteriza.
Quando pensamos em máquinas digitais ou óculos nunca nos ocorre o nome Polaroid . No entanto quando nos falam em "instant photo " ficamos sem perceber, até que nos lembramos -  ahh! Uma polaroid, queres tu dizer....e para sempre será assim!



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Sex, 29 Fev, 2008 às 22:43

A propósito do último post fica aqui um excerto da "Lust mailling list ", da responsabilidade da (excepcional) Loja de discos Flur , sobre uma reportagem da sic que pretendia reportar o estado do vinil :

agora:
é cansativo quando o mundo em geral
descobre o mundo em particular.
cansa porque o ponto de partida é sempre o zero
e, quando o mundo em geral se explica,
desconhece os pormenores que são a atracção
do mundo em particular,
e então este tem muito mais para justificar.
desta vez a sic, no primeiro jornal de 27 de fevereiro,
aborda o assunto vinil.
como tem sido recorrente,
pelo menos do nosso ponto de observação,
mais uma vez os discos de vinil são encarados
como coisa de colecção, exclusiva,
apresentados como velharias,
na linha do enjoativo nome que deram às reedições
da Valentim de carvalho: do tempo do vinil.
as pessoas que mostram os discos são velhas ou,
se quisermos ter mais pudor, são clássicas,
as suas aparelhagens de vários milhares de euros
parecem, do ponto de vista das reportagens,
tocar sempre os mesmos discos de yes ou jethro tull.
o texto da reportagem na sic afirma mesmo,
enquanto o apresentador coloca no gira-discos
um LP da deutsche grammophon :
"os chamados LPs como este
foram comercializados até 1999."
basta ver a dance tv (na sic radical) de vez em quando
para saber que há discos em vinil
a serem editados todas as semanas.
mas a reportagem continua:
"em várias lojas é possível encontrar, por exemplo,
trabalhos recentes editados em vinil".
depois é deprimente ouvir uma rapariga adolescente
a pegar numa capa sem a menor pista sobre o que seja
e acaba por dizer, meio irritada,
"um catálogo de moda ou uma coisa assim, não sei..."
é um outro mundo.
este país não é para velhos.



5 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Ter, 26 Fev, 2008 às 01:45

...que dão o vinyl como morto, a Fnac espanhola lança uma campanha que considero de belo efeito. Algumas imagens aqui:

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Fonte: LSD



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Sab, 23 Fev, 2008 às 21:11


HRC - Hillary Rodham Clinton

Clinton compares Obama to Bush.




0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Sab, 23 Fev, 2008 às 12:11


Aparentemente, Diablo Cody quer fazer com que o mundo acredite que Juno MacGuff é uma adolescente de 16 anos como tantas outras. Afinal, fisicamente Ellen Page passa bem por tal tarefa, assim como todo a fauna e flora que rodeia o mundo em que vive.
O problema é quando a jovem Juno abre a boca. Se é verdade que a restante juventude presente no filme confere com os predicados que lhe são reconhecidos, Juno é uma mulher de 20 e muitos anos presa num corpo de 16, em toda a descontracção, firmeza e objectividade com que enfrenta a gravidez na adolescência.
A ironia e o sarcasmo como oxigénio para os pulmões, os gostos musicais com Raw Power do grande Iggy à cabeça aliados à fluidez e qualidade do argumento fazem de Juno um belíssimo feel good movie.
O Little Miss Sunshine de 2007 ou 2008, dependendo das perspectivas, tenho afirmado por aí, sendo que de facto Juno já cilindrou LMS em quase todos, senão mesmo todos os aspectos. É, por esta altura, o primeiro indie blockbuster da história do cinema, ultrapassando a meta impensável de 100 milhões de dólares na bilheteira americana, para um filme de origens humildes. A banda sonora, indie até ao tutano conseguiu atingir o primeiro lugar no top de vendas da Billboard, feito notável, ainda que exista talvez um excesso de Kimya Dawson no meu entender.
Nomeado para uma série de categorias nos Oscares, Juno há-de sair com alguma estatueta dourada da cerimónia de domingo, muito provavelmente para o argumento original de Diablo Cody, que a colocou debaixo de olho dos crescidos de Hollywood.
Pela originalidade da escrita, do visual, da banda sonora e de todo o grupo de actores, Juno merece sem dúvida o sucesso que tem tido. Para os adolescentes que querem ou são obrigados a ser adultos e para os adultos que querem mas não conseguem voltar a ser adolescentes, Juno é um olhar com simplicidade sobre a inevitabilidade do crescimento e as mudanças para as quais nem todos estamos preparados, ou pelo menos uns melhor preparados que outros.





0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Sex, 22 Fev, 2008 às 21:10


Terminou na passada quinta feira dia 21 um leilão em que eu não me importava de ter licitado, caso tivesse o mesmo ordenado que o C. Ronaldo.
Com um valor estimado em mais de 50 milhões de dólares, esta colecção privada de três milhões de discos e trezentos mil cd's abrange todos os géneros musicais gravados do século XX, naquele que é sem dúvida alguma o maior acervo musical em todo o mundo.
Quem vende é Paul Mawhinney, tipo com uma carteira muito grande e um único vício na vida, a música. Diz ele que começou a comprar e coleccionar discos há mais de sessenta anos, o que rapidamente terá desembocado num distúrbio obsessivo-compulsivo que o conduziu à posse de tamanha quantidade de gravações musicais.
No site de apresentação deste espólio escreve-se assim: Every genre of American music is represented: rock; jazz; country; R&B; blues; new age; Broadway and Hollywood; bluegrass; folk; children's; comedy; Christmas, and more. No other collection in the world – publicly or privately held – even comes close.
Ora meus amigos, digo-vos eu que esta colecção foi vendida no ebay ligeiramente acima do preço inicial de licitação, por qualquer coisa como três milhões de dólares, ou seja, 47 milhões abaixo do seu valor estimado. Uma verdadeira pechincha, para quem considera estes valores como pocket money.
Deste modo, fico com a séria dúvida de que o senhor Mawhinney tenha recuperado o seu investimento, mas ninguém lhe pode retirar o mérito da preservação e catalogação de dimensões gigantescas que conduziu ao longo dos anos, pondo sempre o amor à música em primeiro lugar.



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Sex, 22 Fev, 2008 às 12:03

Realizou-se na passada terça-feira a cerimónia dos Britt Awards , de onde saíram como grandes vencedores da noite os Arctic Monkeys (Melhor álbum e banda Britânica ) e os Foo Fighters (Melhor álbum e banda internacional). E ambos fizeram-no com estilo.

Por um lado, Dave Grohl no seu discurso transmitido por vídeo, dada a impossibilidade de estarem presentes na cerimónia, destacou o quão importante era ser reconhecido ao lado de nomes como Huey Lewis And The News , Culture Club , MC Hammer and Kula Shaker - vencedores na mesma categoria em anos anteriores - pondo em causa o critério de escolha de quem atribui estes prémios.

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Por outro lado, tivemos uns Arctic Monkeys cheios de estilo - na foto à chegada da cerimónia, nas tradicionais poses na passadeira vermelha - mostrando como um típico britânico se veste, ou deveria vestir, para uma gala desta importância. Mais tarde, no palco - visivelmente embriagados de alegria e cevada - percebeu-se o tremendo esforço de Alex Turner em fazer o típico discurso de agradecimento, mas à falta de inspiração - e depois de muito enrolar a língua -  finalizou com um Thank you everybody , We're the Arcitc Monkeys and we are the most fantastic " - teoricamente a melhor maneira de começar um discurso - antes de serem expulsos pela Osborne do palco.

Quem parece ainda não ter esquecido a adaptação/paródia que os Arctic Monkeys fizeram da música Love Machine - que basicamente transformaram uma música má numa música extremamente viciante - foram as Girls Aloud que, quando filmadas durante o discurso dos Arctic Monkeys , enviaram uma mensagem personalizada através de Cheryl Cole.

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Destaco ainda os discurso vitorioso de Kaney West (Melhor Artista a Solo Internacional) que teve, pela primeira vez, a humildade de admitir que nada quer com a humildade (redundância?!?) admitindo que o seria se houvesse alguém melhor que ele...

Links :
Discurso dos Arctic Monkeys Parte1
Discurso dos Arctic Monkeys Parte2
Mais fotos da cerimónia (NME)

P.S. Se as roupas dos Arctic Monkeys se tornarem uma tendência eu vou logo às compras para a Espingardaria Simões!




2 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Qui, 21 Fev, 2008 às 01:57

A actriz/cantora/modelo Lindsay Lohan aceitou o convite da revista New York para recriar o famoso set fotográfico da ícone Marilyn Monroe , intitulado The Last sitting ." - por ter sido feito semanas antes da sua morte. O set foi realizado pelo mesmo fotografo que, em 1962, captou as imagens ousadas de Monroe, no hotel Bel-Hair.
No set original Monroe atravessava uma fase decadente quer a nível profissional como pessoal tendo surgido nestas fotos mostrando a sua face mais frágil e intimista sem nunca esconder o seu lado sexual, pelo qual era conhecido e que a tornou numa sex symbol intemporal.

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Esta produção, levado a cabo pela revista New York, está ,na minha opinião, muito bem conseguida e a escolha de Lindsay Lohan surge quase como óbvia, não só pela fase profissional/pessoal atribulada que atravessa mas também pela sensualidade que esta consegue transmitir a cada imagem.

Links :
Set Fotográfico (New York Magazine)
Preparação do Set (New York Magazine)
Fonte do post (PopCrunch)
Set orginal - The last Sitting




0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Dom, 17 Fev, 2008 às 21:10

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"Sala 101" é o nome do primeiro single do próximo álbum dos Dealema , depois de em 2003 terem lançado o seu primeiro trabalho - depois de muitos anos a batalhar e de trabalhos paralelos. Ultimamente para além das típicas participações noutros álbuns podemos ouvir o Mundo e o Ex-pião em trabalhos a solo - destaco a Máscara do Ex-pião um álbum de hip-hop difícil de ouvir e que requer alguma insistência , pelo menos comigo foi assim.
Quanto ao que pudemos ouvir neste "Sala 101" agrada-me, é um som tipicamente Dilemático , mas obviamente é inconclusivo - apenas destaco a participação do Ex-pião que no primeiro álbum parecia estar mais escondido, ou é impressão minha?

Ficamos à espera!
Link



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Dom, 17 Fev, 2008 às 16:25

Antes de mais dizer que o título mais correcto para este texto seria "um comentário que virou post " mas que, para garantir uma ligação ao post em questão, decidi adoptar o mesmo título.

Às tantas o xCunhax diz, no seu comentário, se não serão as rádios vítimas da 'descultura' dos portugueses, em vez do contrário - opinião que considero totalmente válida mas que pessoalmente discordo. Chamem-me ingénuo mas ainda não perdi totalmente a esperança na raça humana para concordar com tal afirmação. Acho sinceramente que as pessoas "consomem" aquilo ao qual tem acesso e que, quando passado em doses industriais a toda a hora, lhes fica (inevitavelmente) na cabeça. Se uma Rádio "da" Cidade passasse "i'm Waiting for the Man " (Velvet Underground ) tantas vezes como passa um "Rise Up" (Yves Larock ) as pessoas ouviriam de bom grado certamente. Um ser humano é caracterizado, em parte, pela cultura que tem ao seu dispor e é ai que a comunicação social tem um papel preponderante não só alimentando essa "fome" como incentivando à auto-suficiência/independência, algo que rádios locais como as referidas no post anterior fazem.

Outro ponto - e agora discordando em parte com o que escrevi no outro post - é que talvez o problema não seja tanto o medo de arriscar mas sim o poder das editoras junto da comunicação social e, neste caso, das rádios. Talvez essa seja a forma mais sustentável de uma rádio conseguir sobreviver mas, por outro lado, temos as rádios que pertencem, directa ou indirectamente, a editoras/produtoras e ai o jogo de interesse torna-se inevitável.

P.S. xCunhax , não tomes este post como uma critica à tua opinião, é meramente uma resposta que comecei a escrever na zona de comentário mas que se foi estendendo ...



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Sab, 16 Fev, 2008 às 23:24


fonte: Tim Burton's: The Melancholy Death of Oyster Boy




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