Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Qua, 05 Mar, 2008 às 18:25

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É certo que sou um filho da "era digital" e que grande parte da minha vida gira em torno de 0's e 1's. Arrisco a apelidar-me como um "digital junkie " não só porque me dá imenso estilo mas também devido ao elevado grau de dependência a certas e determinados utensílios sem os quais me sinto perdido - e não falo só das horas que passo frente a um ecrã de computador. Raramente oiço música que não seja em formato mp3, ou semelhante, a minha paixão fotográfica é alimentada por uma máquina cujo a única parecença com uma analógica é o exterior, deixei de usar os copinhos (ligados por um fio) como modo de comunicar - passando a recorrer ao telemóvel grande parte das minhas leituras e escritas são feitas no computador e toda a minha organização passa por lá.

Sou um tecnocrata? Não! Sou um digital junkie, como disse...

Mas existe em mim um sentimento que contraria tudo isto em relação a determinados objectos do passado, alguns dos quais nem são da minha era. Gosto de coleccionar câmaras fotográficas, ditas velharias, perco tempo sempre que numa loja vejo um conjunto de vinis - embora não seja comprador assíduo, e ainda guardo religiosamente todas as k7's da minha infância e pré-adolescência.
Acontece também, por vezes, encontrarem-me na rua com uma câmara fotográfica analógica - hábito reavivado em parte pela Lomografia , que me levou a adquirir a minha fisheye. Era também comum, há uns anos atrás, verem-me com a minha polaroid JoyCam , que deixei de usar devido aos custos (cerca de 1 euro por fotografia). Recentemente encontrei essa mesma câmara, perdida entre dois montes de pó, e quando pensava em voltar a utilizá-la soube da anuncio da Polaroid  que pretende deixar de fabricar as ditas máquinas ainda no final deste ano.
Isto pôs-me a pensar. No fundo esperamos sempre pelos mais recentes avanços tecnológicos, sem pensar no efeito, quase que devastador, que isso tem em partes importantes do nosso passado e, no fundo, da história do ser humano.
Nem é muito pela máquina propriamente dita, porque a Polaroid já afirmou que vai tornar a patente livre, para que outras marcas possam "pegar" no conceito e fabricar isso até pode resultar em máquinas mais baratas e melhores - havendo concorrência o consumidor ganha sempre - mas a verdade é que uma marca, cuja a história se confunde em parte com o seu produto mais emblemático, vai abandonar aquilo que a caracteriza.
Quando pensamos em máquinas digitais ou óculos nunca nos ocorre o nome Polaroid . No entanto quando nos falam em "instant photo " ficamos sem perceber, até que nos lembramos -  ahh! Uma polaroid, queres tu dizer....e para sempre será assim!


Comentários:
De máquina vs máquinas a 14 de Abril de 2008 às 02:21
Olá Pedro Martins,é assim tudo se transforma e o que ontem era uma ideia genial nos dias de hoje já não se revela rentável, a Polaroid abandonou o fabrico das máquinas que tanto a celebreizaram e resta saber se aguenta manter-se no negócio .


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