Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Dom, 27 Jan, 2008 às 00:54

Decorria o ano de 1994, tinha eu 9 anos, quando ouvi pela primeira vez falar de uma banda, de origem inglesa, denominada de Queen , numa altura em que nem sequer sabia o significado da palavra queen ". Influenciado pelos gostos musicas do meu pai, "senhor conhecedor" de música dos anos 70 e inícios dos anos 80 – desde ai perdeu-se – senti, ao ouvi-los, por um lado a criação de mais um elo à relação paterna existente como também algo de especial, soava bem! Isto tudo sem nunca saber a origem da banda nem mesmo da morte precoce do seu vocalista 3 anos antes. O bicho cresceu. É certo que na altura ouvia porque sim! Aliás era assim com toda a música em geral, se entrava bem no ouvido eu comprava/ouvia.

Fui cultivando o gosto, principalmente através de greatest hits   que me vinham parar às mãos, numa época em que ouvia de uma geração mais velha estórias , quase que mitológicas, sobre o F . Mercury e restante banda, fruto de uma sociedade segregadora e homofóbica, que tentava assim convencer os mais novos dos malefícios que existia em ouvir tais músicas. Nunca liguei como é óbvio, e não fui o único, aguentei-me pela música.

Lembro-me de "saber" as letras completas de algumas músicas quando ainda aprendia na escola a conjugar o verbo "to be " e de ter especial predilecção pela música "Bicycle Race "  – acho que naquela idade fazia sentido.


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Brian May no concerto no estádio do Restelo

Assim cresci, ouvindo sempre outras coisas mas mantendo este culto especial pela banda. Foi esse culto que me levou há cerca de dois anos ao Restelo ver uma "espécie de Queen " acompanhado por um esforçado Paul Roger . Apesar da ausência óbvia do mito – Freddy Mercury – tinha a esperança de viver ali uma noite especial e acreditava que parte do Freddy estaria ali naquela noite – eu que não sou muito dado a esse tipo de crenças  mas o momento assim o obrigava. Acreditei e a verdade é que houve magia, não na quantidade desejada é certo, mas houve a suficiente. Impressionou-me principalmente as diferentes gerações que lá estavam, cantando verso após verso, uns mais histéricos que outros, mas dando, apesar da meia casa, um belíssimo espectáculo.

Encerrei naquela noite um ciclo de amadurecimento pessoal,  o final da adolescência – tinha eu 19 anos, 10 anos depois de os ter ouvido pela primeira vez – mas a música essa continuará sempre presente na minha aparelhagem.


Comentários:
De xCUNHAx a 27 de Janeiro de 2008 às 13:34
Podia assinar este texto até à parte da ida ao concerto! De resto, o meu percurso não foi muito diferente!


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