Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Ter, 08 Jan, 2008 às 23:50

Foi-se embora Luiz Pacheco. Foi viver para outras paragens.
Impecável a espécie de elegia feita pelo Pedro no post anterior. Pacheco haveria de não ter gostado. Tipo do contra.
Raios partam o Pacheco, foi-se embora sem deixar uma farpa de última hora a um cabrão qualquer.
Ficam as obras, diz-se por aí. Não sei de que livros falam, dado que não existem por aí muitos à venda. É certo que nasci em tempos de liberdade, talvez seja esse o problema. Tivesse nascido em ditadura e talvez fosse mais fácil obter uma das raras edições de um livro assinado por este anti-burgessos.
Caraças, pode ser que depois de morto as editoras portuguesas ressuscitem o homem. Ficamos à espera de re-edições duma Comunidade, dum Cachecol do Artista, dum Libertino Passeia por Braga a Idolátrica o seu Esplendor e de todos os outros, ou a grande maioria, não querendo ser abusador.

Impecável foi também o destaque dado a Pacheco no P2 da passada segunda feira. Homenagem biográfica justa, para um homem que andou esquecido durante algum tempo, ou continuará por descobrir para tantas pessoas.
Ainda no Público, na secção Blogues em Papel,  estão presentes excertos de posts sobre Luiz Pacheco. Todos confirmam o mito de boémio, libertino, polémico, menos um. Este.
Diz Sérgio Lavos, autor do post, que o mito é falacioso. Que o libertino nunca foi. Que o libertino sempre o negou ter sido.
Longe de duvidar das fontes de Sérgio Lavos, custa-me acreditar que Pacheco tenha dito que nunca foi amigo da festarola e da rambóia. Aliás, mesmo que tenha proferido tais afirmações também não acredito nele. Seria o mesmo que Pacheco Pereira afirmar ser o melhor blogueiro português ou Paulo Bento dizer-se o tipo com o melhor corte de cabelo do mundo.
As pessoas não são parvas meu amigo. Não sei qual o conceito de libertino que toma como correcto, mas desconfio que uma série de relações com menores e/ou maiores de idade, homens e/ou mulheres, um certo gosto para a pinga e para o desvario assim como uma vida em que a miséria e a genialidade andaram de braço dado é bem capaz de entrar em tal definição.
Isto de ser libertino tem as suas porras. E Luiz Pacheco era um tipo com porras, rezam as estórias.


Comentários:
De Sérgio a 9 de Janeiro de 2008 às 00:12
A minha fonte é o próprio Luiz Pacheco, em várias entrevistas que deu. Quando lhe vinham com essa conversa do libertino ou negava e ria-se ou dizia-se libertino, mas com regras. É claro que a minha afirmação é uma provocação; a vida do Luiz Pacheco prova o contrário do que ele muitas vezes afirmou. E libertário nunca foi - era, quando muito, um conservador libertino. À antiga portuguesa, pois então. Nunca à francesa.

Cumprimentos.


De Bruno Nunes a 9 de Janeiro de 2008 às 00:51
De acordo. Fui talvez demasiado inflexível na análise que fiz ao seu texto.
Como refiro no meu post, seria difícil acreditar na veracidade da resposta de Pacheco, quando o homem tem uma vida inteira a provar exactamente o oposto.
Enfim, sempre do contra.

Já agora parabéns pelo seu blogue. Uma boa descoberta, sem dúvida.


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