Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Sex, 09 Nov, 2007 às 08:14

Ver os documentários "The Filth and the Fury of the Sex Pistols" e "The Clash: Westway to the World" é, no mínimo, uma experiência enriquecedora para todos os melómanos e amantes da história da música.
Os dois documentos datam do ano 2000 e têm muito mais em comum do que a data de realização.
Feitos por dois insiders mas acima de tudo fãs e conhecedores das duas bandas, Julien Temple e Don Letts quiseram mostrar ao mundo - o onde, o como, o quando e o porquê do nascimento desse verdadeiro furacão que foi o punk rock.
É verdade que se pode dizer que Letts e Temple andam há algum tempo no chamado milking the cow no que diz respeito ao punk, produzindo documentário atrás de documentário sobre a atitude punk ou  sobre as figuras que marcaram esta época*, mas não podemos censurar ninguém por querer mostrar ao mundo a sua história. Pois eu digo que deixem os homens continuar a produzir documentos sobre a música e os seus associados. Faz falta a muita gente, este tipo de conhecimentos.
Neste caso, diz-se que ambos trocaram imagens entre si, de maneira a produzir o melhor material possível, e isso nota-se perfeitamente para quem visiona os dois docs com atenção.
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É certo que nisto da música há a tendência bastante natural para catalogar o género de música produzido, o que se torna bastante redutor, em especial para algumas bandas. O caso dos Clash acaba por ser o mais visível, especialmente porque quando o mundo se apercebeu que muita daquela rapaziada não sabia mais do que três acordes, eles foram dos poucos sem medo de evoluir para algo diferente.
Se bem que ouvimos Paul Simonon em discurso directo a dizer que tinha que ser Mick Jones a lhe vir segredar os acordes no período inicial da banda, também não é menos verdade que a consciência política sempre fervilhou nas letras dos Clash e Sex Pistols. Como diria Joe Strummer - know your rights!
Nestes dois documentários  ficamos a conhecer  melhor  esse roadrunner que foram os Sex Pistols, assim como a veia mercantilista de Malcom McLaren. Temos também uma visão privilegiada para o crescimento e transformação dos Clash.
Ainda assim, a sombra da autodestruição e o arrependimento (ou não) muitos anos depois, paira em ambos os documentários, e acaba por definir os mitos do punk rock, de Johnny Rotten a Joe Strummer, passando por todos os actores que dele fizeram parte.
No final ficamos a pensar como teria sido o futuro destes homens se tivessem tido acesso à atitude Some Kind of Monster dos Metallica, que parecem ter aprendido com os erros dos outros.

*(ver: Punk: Attitude e Joe Strummer: The Future Is Unwritten)


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