32 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Seg, 28 Abr, 2008 às 13:08

Há quem grite pela liberdade e há quem faça isto:



Nada contra, ok! Os tipos até usam uns óculos porreiros e tudo. E gravatas! Mas cordão humano?

O fanatismo nunca fez bem a ninguem, e não quero estar para aqui a especular sobre as escolhas sexuais dos rapazes nem dizer o quanto odeio ou adoro a música deles. Apenas dizer que há limites.

Já agora aproveitar para partilhar um comentário feito num post - polémico do David - que ainda hoje gera comentários de um jovem de 19 anos, que se diz possuidor de uma heterosexualidade a rondar a taxa dos 100% e que - palpite meu - utiliza telemóveis dentro das salas de aulas e anda às turras com professoras. O comentário diz mais ou menos isto:

"épá...pessoal..eu tenho 19 anos e sou hetero a 100%(ja sei que vao começar com piadas) e gosto de 5ou 6 musicas dos bsb...qual é o strees????fdx...eu oiço metalica,mariza,hip-hop portugues....qual é o strees????o pessoal é que parece que são como as mulas...."Nao!!!eu sou gotico!!!!so posso ouvir isto!!!" "neps broo,sou dread mrother froker so oiço hip-hop tuga tax a ver" sao PATETICOS!!!!! conforme o meu estado de espirito é o que eu oiço....o pessoal que diz que d´zrt,bsb,excesso nao presta(sem estar a referir a sual qualidade(boa ou ma) musical) sé tem uma coisa!!!inveja...sabem porque???porque esses gajos tem o que os criticos queriam.....raparigas aos moitoes a traz deles....falam mal porque querem ser maxoes...."ai e tal...sou maxao nao posso houvir boys bands nem musicas sentimentais senao inda pensam que sou homosexual" fdx....queiram ou nao é assim que isto funciona.....e o pessoal nao passa disto....agr que existe efectivamente grupos que n valem um xavo...á isso há....mas n vou referir nomes....(tokio hotel) =D"

Num português à frente do seu tempo, este jovem - dono de um gosto musical eclético capaz de fazer inveja a Nuno Costa - começa por criticar o David, e a malta cá do zurras, por termos criticado os Backstreet boys e por, supostamente, não sabermos aceitar os gostos das outras pessoas e acaba dizendo "
gr que existe efectivamente grupos que n valem um xavo...á isso há....mas n vou referir nomes....(tokio hotel)" ...Então jovem no que ficamos?

Já agora um apelo, ao pessoal do bsb Portugal que partilhe fotos do cordão humano. fiquei com curiusidade.

Viva a liberdade!




0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Seg, 28 Abr, 2008 às 02:08

Ironia:

A ironia é um instrumento de literatura ou de retórica que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa, deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos.

Na Literatura, a ironia é a arte de gozar com alguém ou de alguma coisa, com vista a obter uma reacção do leitor, ouvinte ou interlocutor.

Ela pode ser utilizada, entre outras formas, com o objectivo de denunciar, de criticar ou de censurar algo. Para tal, o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes, mas com a finalidade de desvalorizar. A ironia convida o leitor ou o ouvinte, a ser activo durante a leitura, para reflectir sobre o tema e escolher uma determinada posição.

definição retirada da wikipedia.org

 

Exemplo de ironia:"Metallica have hinted that they are considering releasing music in the style of Radiohead and Nine Inch Nails, who recently gave away material free online." fonte: nme.org

ironia, ai a ironia...





4 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Qua, 23 Abr, 2008 às 01:59

Segundo se podia ler na caixa de comentários de um artigo do PÚBLICO.

 

"Ninguém terá tanto sucesso em Portugal como o Benfica".
"Projecto do Benfica está a assustar muita gente".
"Depois do Verão, seremos o maior clube do mundo".
"Queremos ser campeões europeus".
"Dentro de 3 anos o Benfica será o maior do mundo".
"O Benfica será mais forte que o Real Madrid".
"Os benfiquistas sabem que iniciámos um novo ciclo em Dezembro e esse ciclo é para continuar".
"Vamos continuar a surpreender muita gente com alguns resultados que muita gente não espera".





0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Sex, 18 Abr, 2008 às 13:00

Está disponivel neste site, o concerto dos Macacos do Chines que eu e o Pedro Guerreiro assistimos no Cabaret Maxime - somos os tipos sentados ao canto inferior direito. Autentico serviço público para quem não foi, porque não pode ou porque "ah e tal estou muito cansado, o dia de hoje foi lixado, vou antes à fnac..."



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Sex, 18 Abr, 2008 às 01:21

Gosto de pensar, enquanto oiço "A south Bronx Story ", que, na meu profundo desconhecimento, presencio uma boa parte do melhor funk alguma vez praticado. Funk nova-iorquino , claro está.
É um estilo que me tem suscitado grande curiosidade , ultimamente, principalmente após ter descoberto algumas compilações, editadas pela Soul Jazz Records , de onde se destacam alguns dos melhores trabalhos no funk e disco-dance, da cena, nova-iorquina na década de 80 e 90. Nomes como Defunkt e James Blood Ulmer , entre outros, foram nomes que me chamaram à atenção.

Isto num estilo indefinido, porque é funk, mas não só. Cada grupo destaca-se pelo rumo que segue, alguns mais jazzisticos , outros mais para o Hip-hop e Soul - onde também se ouve algumas influências d&b - sem nunca esquecer os ritmos do velho continente. Há também quem tudo misture, resultando num kaleidóscopio sonoro pouco estético - o que justifica um pouco o nome das compilações, "New York Noise" - que desafia todas as barreiras musicas alguma vez impostas.

ESG é, no meio de alguns dos nomes apresentados pela Soul Jazz Records , aquele a que podemos chamar mais formais. Um formalismo que lhes fica bem. Extremamente contagiante. Ora vejam:





0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Dom, 13 Abr, 2008 às 01:25

...para se saber que estaria diante de uma peça que prometia. Com o carimbo da ACTA que cada vez mais se vai afirmando, fora do contexto algarvio, e com dois actores - autênticos pesos pesados - Luís Vicente e Paulo Matos aliciou-me à partida. O preço esse, era "municipal" e o público agradece - 5€ não deve ser entrave para se ir ao Teatro.

"Nada do outro Mundo" divide-se em duas peças distintas, separada pelo intervalo, que tenta à partida inovar - pelos meios que dispunham - dividindo a plateia em duas partes, duas margens. No meio estava, numa primeira parte, uma ponte, como qualquer outra, onde o desespero de um homem que, sem nenhuma razão em particular, decidia por fim à sua vida - dado o facto de não saber responder às questões bases da vida, aquelas que nos fazem sentir a vida e querer vive-la - e viu a sua intenção ser interrompida por um jornalista, desajeitado e desesperado, que pretendia reportar aquele momento, aquela tragédia, e fazer disso capa de jornal. No fundo tenta retratar alguma imprensa, dita sensasionalista, que assenta na espetacularidade e com indiferença pelo rigor. Ao longo desta primeira parte somos confrontados com um conjunto de questões que perturbadoras, que ganham maior intensidade com o avançar da acção.

Foto do Observatório do Algarve
foto retirada do Observatório do Algarve

Numa segunda parte, numa qualquer rua num qualquer bairro, assistimos a uma "caricatura" do preconceito, sob forma de um segurança de bairro que procurava toda e qualquer motivo para incriminar um pobre sujeito que simplesmente decidira sair à rua para espairecer a cabeça. Sem motivos aparentes, de caçadeira em riste e com uma fúria inexplicável, o segurança agride e enxovalha o sugeito, simplesmente porque sim, porque aquela hora uma pessoa, para estar sozinha e sem rumo, ou é "preto ou então é maricas ".

As peças possuem, para além da componente dramática, uma componente humorística muito forte, não só proveniente do texto mas, também, da expressividade levada a cabo pelos actores. Vale a pena a ida ao teatro, que vai andar por outras salas do Algarve, mesmo que seja por "Nada do outro Mundo".



1 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Ter, 08 Abr, 2008 às 22:49

Muito do melhor do pop que tenho ouvido ultimamente está nestes dois videos:


No primeiro clip, ouve-se "She's so lovely" dos britanicos Scounting for girls, que acabo de descobrir, há um par de horas, graças à magia do Last.fm.

No segundo, ouvimos "Death to Los Campesinos", dos irlandeses Los Campesinos, que descobri através do blog Os Novos Pornógrafos, e o qual descrevi um dia, durante uma conversa com outro membro deste blog, como sendo o "pop mais refresquante que tenho ouvido, nos últimos tempos"... e de facto é. Um pop electrónico, algo minimalista, com a conjunção vocal entre o "casal" de vocalistas que resulta em algo muito particular e que, de certa forma, ajuda a diferenciar o pop[-electrónico] que praticam.



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Dom, 06 Abr, 2008 às 11:21

Parece que os Radiohead fazem questão de assumir esta postura de permanente inovação, no panorama musical - afinal de contas é melhor ser quem dita as regras da industria do ser aquele que as segue. Prova disso foi o lançamento do w.a.s.t.e. central, uma rede social que corre sobre a framework Ning, onde os fãs e membros da rede poderão partilhar imagens, músicas e remixes, videos e fazer os seus posts de material da banda. Haverá também sub-grupos para cada tour. No fundo trata-se de uma tentativa de não são aproximar  (mais ainda) os fãs da banda mas, principalmente, os fãs entre eles - os Radiohead já perceberam que para continuar a dar frutos numa industria musical em crise, é importante a existência de um grupo coeso, e que para tal é importante acompanhar a "linguagem" destes.

Um hi5 aos Radiohead.



3 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de David Fernandes / Sab, 05 Abr, 2008 às 23:35


Eis a grande vencedora da oitava edição do prémio de fotojornalismo BES/Visão.
O fotógrafo Augusto Brázia captou este momento a bordo de uma ambulância do INEM. A jovem de 19 anos estava a caminho do hospital após o seu terceiro filho ter nascido em casa.
Jean-François Leroy, presidente do júri do concurso considera esta fotografia de "algo mesmo novo", o que lhe valeu a distinção.

Galeria de Premiados




2 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Qua, 02 Abr, 2008 às 22:33


Dylan só há um, o Bob e mais nenhum. Raciocínio óbvio à primeira vista, especialmente se tomarmos em linha de conta a imutabilidade da maioria das pessoas ao longo da vida. Meliantes que vivem a vida sempre na mesma zona cinzenta, monótona e monocromática, composta apenas por uma camada representativa da personalidade.
O problema é que Robert Zimmerman nunca foi uma pessoa normal. As setes personagens representadas em I'm Not There são as faces que Dylan apresentou ao mundo ao longo da sua vida ao resto do mundo, qual máscara da comédia e tragédia grega.
Todd Haynes arriscou quando partiu para a produção deste filme, não se rendendo à estrutura pré-fabricada dos biopics que Hollywood tem produzido nos últimos anos. Obteve a benção de Dylan himself para que o projecto fosse para a frente e, no meu entender, safou-se bastante bem.
Com uma espécie de subtítulo revelador, "inspired by the music and many lives of Bob Dylan", I'm Not There (Não Estou Aí) revela-se  tal e qual epopeia de um camaleão poeta.
De todos os Dylans (Ben Whishaw, Christian Bale, Cate Blanchett, Richard Gere, Marcus Carl Franklin e Heath Ledger), não há como fugir ao Jude Quinn de Blanchett, mais Dylan que o próprio Dylan, se é que todas as projecções de Dylan não são mais do ícone do que do homem. Não esqueço também o Arthur Rimbaud de Ben Whishaw, o anarquista do grupo, poeta e revolucionário, lançando petardos verbais como "I accept chaos. I don't know whether it accepts me."
É óbvio que para compreender I'm Not There (Não Estou Aí) é necessário possuir algum domínio, mesmo que mínimo, do universo de Bob Dylan, caso contrário pode instalar-se alguma confusão e consequente dificuldade na assimilação do conceito e transposição entre os vários Dylans, ficando do lado de fora do caos aparente.
Em suma, gostei bastante de I'm Not There, se é que ainda não se tinha notado. Um filme importante para a compreensão do mito e do homem Bob Dylan, complementando com perfeição o documentário No Direction Home de Scorsese e o Don't Look Back de D.A. Pennebaker. Para quem gosta de Dylan, a não perder, definitivamente. Absolutamente obrigatório, diria mesmo.



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Ter, 01 Abr, 2008 às 23:00



O Tiago chamou-me à atenção para o lançamento do novo clip dos Macacos do Chinês, Plutão. É como ele diz, it's the new shit.



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de David Fernandes / Ter, 01 Abr, 2008 às 01:49

1968, Birmingham, no coração de Inglaterra.

Tony Iommi, Bill Ward, Gezzer Butler e Ozzy Osbourne fundam uma das bandas que mudaram a história da música para sempre.

Polka Tulk foi o primeiro nome do quarteto, formado pelos companheiros de liceu. Também eles se aperceberam que este não era o melhor nome para a banda – conseguem imaginar um bom metaleiro ostentando uma t-shirt com Polka Tulk estampado em letras garrafais?! - e ainda no primeiro ano de existência alteraram-no para Earth.
Rapidamente, os Earth entraram no circuito de pub's e clubes conquistando uma legião de admiradores que crescia a cada concerto. Os sons crus e pesados, com alguma melancolia à mistura, aliados às letras directas cantadas por Osbourne romperam com todos cânones musicais existentes na altura.
Tal foi o hype em torno da banda que no ano seguinte à formação os Earth voltaram a mudar de nome – à terceira é de vez, já diz o ditado – para Black Sabbath. Foi este o nome que ficou para a história. É também em 1969 que a banda encabeçada por Ozzy Osbourne entra pela primeira vez num estúdio de gravação.

O álbum de estreia, homónimo, chega ao top 10 britânico e por lá se mantém durante 3 meses tornando os Sabbath num fenómeno com milhares de fãs em ambos os lados do Atlantico.
Por entre putas, álcool, drogas, um manager corrupto, tentativas de suicídio e homicídio os Black Sabbath sobrevivem até hoje, apesar de apenas um membro, o guitarrista Tony Iommi, ser presença constante nos 40 anos de actividade.

Nestas 4 décadas os Black Sabbath editaram mais de 20 álbuns que escreveram a história do heavy metal e ainda hoje são influência directa de muitas bandas novas.

Prova disso...

 

2004, Vancouver, na costa do Canadá.
Stephen McBean, Amber Webber, Matt Camirand, Jeremy Schmidt e Joshua Wells dão os primeiros passos musicais juntos sob o nome de Black Mountain.
Esta formação de 5 músicos é apenas uma amostra de algo maior, os Black Mountain Army, um colectivo de músicos, artistas e amigos de Vancouver, na Colômbia Britânica.

Juntos desde 2004 os Black Mountain editam em 2005 o álbum, homónimo, de estreia. Na Europa pouco ou nada se falou deles então, mas os canadianos abriram os concertos da digressão norte-americana dos Coldplay (?!) durante 3 semanas.

No início deste ano lançam In the Future, o disco que põe meio mundo a falar deles. Com este trabalho são incluídos no Book Of Rock Revelations que acompanhou a edição do 10º aniversário da revista Uncut e Stay Free, 5ª faixa do álbum, vai parar à banda sonora de Spiderman 3 e provavelmente será a melhor coisa do filme. 

Com riffs de guitarra duros e repetitivos, mas bem sonoros, a fazer lembrar os de Iommi, e letras simples cantadas a duas vozes (uma delas feminina) os Black Mountain trazem músicas – talvez arrisque canções – melódicas bem ritmadas pela bateria. Quando não assumem a construção melódica as teclas, inexistentes na fase inicial dos Sabbath, pontuam discretamente, mas eficazmente, as composições.
De facto, e para que este texto faça sentido, os Black Mountain recuperam a noção de heavy metal que os Black Sabbath lançaram vai para 40 anos e cruzam-na com outras influências de outras bandas clássicas como Pink Floyd, Led Zeppelin ou Velvet Underground.

Rotulados com a tão na moda etiqueta indie os Black Mountain soam a heavy metal da velha guarda.

 

Mais Links: Myspace e In the Future




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