1 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Qui, 31 Jan, 2008 às 21:42


Chega um tipo a casa depois de uma tarde de futebolada com a rapaziada e dá de caras com a notícia choque de que o Maradona pediu desculpa aos ingleses pela "Mão de Deus".
Caraças pá, é coisa para estragar por completo o humor de uma pessoa. Então el Pibe, mestre da matreirice e da raça argentina vem agora, qual madalena arrependida dizer isto?: "Se pudesse desculpar-me, viajar atrás no tempo e mudar a história, não hesitaria."
Hoje, dia 31 de Janeiro de 2008 é um dia triste para o futebol mundial. O Diego Armando Maradona incómodo para a FIFA e para os senhores do futebol foi-se abaixo, ou então pediu férias  antes de responder às perguntas do periódico inglês The Sun.
Não obstante, continuo na dúvida se  Maradona terá mesmo proferido tais afirmações, muito por culpa da fraquinha reputação do The Sun  nos domínios da verdade. Espero sinceramente que  não tenha dito, ou se disse não estava na sua perfeita saúde mental, de certeza.
A "Mão de Deus", primeiro golo marcado contra a Inglaterra no Mundial 86 fez antever uma noite de glória para as hostes argentinas, uma noite de revanche, de explosão, de vingança mesmo. Apareceu antes do melhor golo de todos os tempos, mas disputam os dois por certo o lugar de golo mais marcante da história do futebol. Enquanto que  no segundo golo Maradona devastou sozinho a equipa britânica pondo no relvado a paixão, a magia e a arte futebolística do Mar del Plata , simbolizando o que de bom e bonito tem o futebol, o primeiro golo, a "Mão de Deus" serviu para humilhar os ingleses, retribuindo a humilhação sofrida pelo povo argentino  aquando da derrota na guerra das Malvinas.
Ambos são ainda hoje intragáveis  para o futebol inglês, não sendo de bom tom sequer mencionar a argentina  em qualquer estádio.
A "Mão de Deus" é o maior insulto de todos os tempos, um manguito maior que a humanidade, imagem do futebol de rua jogado pelo povo para o povo, um presente de Maradona para todos os sorrateiros idealistas e sonhadores. É futebol com sarcasmo. É futebol com ironia. É futebol
Não aceito o pedido de desculpas de Maradona. A "Mão de Deus" não me ofende, eu gosto de futebol.

"Ahora sí puedo contar lo que en aquel momento no podía, lo que en aquel momento definí como "La mano de Dios"... Qué mano de Dios, ¡fue la mano del Diego! Y fue como robarle la billetera a los ingleses también..."
Maradona (2000)




0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Qui, 31 Jan, 2008 às 01:44


“What’s Left?” ou “O Que Resta da Esquerda?” – tradução que rouba todo o poder do trocadilho anglófono - do jornalista Nick Cohen, é um ensaio que visa, em fase última, mostrar que é possível ser-se de esquerda (no espectro político) e ser, por exemplo, conivente com a segunda Guerra do Iraque.

Nick Cohen esclarece, à partida: “É de esquerda.” Provém da velha esquerda, onde reconhece a ética, a moral como pertencente ao seu espectro político e boas convicções que vieram, para boa parte da mesma esquerda, a “legitimar catástrofes que não o deixaram de ser só porque provenientes da bem intencionada esquerda”.

Uma constante do esquerdismo vigente relaciona-se com o ódio ao presidente americano, que resulta em que todas as medidas políticas que envolvam Bush e os seus parceiros políticos sejam depreciadas, não porque sejam más políticas, mas porque sejam iniciativas de Bush.

Esta constante leva-nos à Guerra do Iraque. Todos vimos a Esquerda a "defender Saddam" e a condenar a Guerra provocada por Bush. Mas o que é facto é que, fossem as supostas premissas verdadeiras ou falsas, o fascista era Saddam Hussein e não George W. Bush.

E não é boa política para um esquerdista – menos ainda para todos os esquerdistas, salvo rara excepção - defender um fascismo, situação que reproduz a velha situação histórica de meados do século passado em que se uniram nazi-fascistas e comunistas soviéticos em aliança contra os democratas.

Nick Cohen tem vários méritos. O primeiro deles é reflectir sobre um espectro político que permanece profano para quem de direita e imaculado para quem de esquerda. Não é comum haver críticos da esquerda na própria esquerda, ou não fossem os maiores críticos da esquerda - e do comunismo em particular - de direita. Mérito também para o facto de, sendo crítico da esquerda, conseguir ter opiniões desassombradas e ímpares na esquerda a nível mundial, referindo, citando, invocando, sempre historicamente, as bases para a linha de pensamento que tem e que é, na esquerda, única.





0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Qua, 30 Jan, 2008 às 21:21

Para a primeira edição da Zurras FM de 2008 vamos até Coimbra para descobrir Sean Riley & The Slowriders. Trio de rapaziada talentosa, a banda é composta por Sean Riley (Afonso Rodrigues) e pelos Slowriders Bruno Simões e Filipe Costa (ex-Bunnyranch).
Estreantes enquanto banda no panorama musical português, Sean Riley & The Slowriders surpreendem pela qualidade e peculiaridade sonora apresentadas, o que os torna uma banda a ter em atenção no presente e no futuro.
O álbum de estreia, apelidado Farewell foi lançado discretamente em Outubro, passando despercebido a muito boa gente. Estivesse eu a par da sua edição e não teria hesitado em colocá-lo na lista dos melhores de 2007.
Numa interpretação bastante pessoal, situo o seu som algures entre The National e Jeff Buckley, mas também como herdeiros do folk/rock americano mais clássico. Não deixa de ser uma opinião pessoal, é certo, mas depois de ouvirem dêem-me a vossa, quer concordem ou não.
No myspace dos Sean Riley & The Slowriders ficamos também a saber que a Farewell Tour (no pun intended) tem início dia 31 de Janeiro, com concertos agendados para todo o país, para Espanha e quatro datas em Londres. Infelizmente não vêm tocar ao Algarve, pelo que fico à espera que alguém abra os ouvidos e os convide a vir tocar cá abaixo.
Na Zurras FM ficam então em rotação quatro temas do álbum de estreia dos Sean Riley & The Slowriders, Farewell.



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Qua, 30 Jan, 2008 às 03:00


É costumeiro falar-se bastante de serviço público quando o tema é televisão. Todos têm a sua opinião sobre como deveria ser a televisão pública. Quem viu, mesmo que de relance, o programa A Voz do Cidadão apresentado pelo provedor Paquete de Oliveira sabe que os tipos que aparecem a dar opiniões são os mesmos que vêem as provas de hipismo no desporto 2 e gravam o Prós e Contras para rever depois e esmiuçar determinadas questões. No fundo, a opinião de tais indivíduos vale tanto quanto as notas de quinhentos escudos feitas pelo Alves dos Reis.

Venho falar-vos então daquele que é para mim o holy grail que qualquer qualquer director de programas deste mundo gostaria de ter, duma pérola subvalorizada por muitos ou completamente desconhecida para outros.
Top Gear de seu nome, existe desde mil nove e setenta e oito, mas a nós só nos interessa o pós-2002, ano de renovação, numa espécie de renascimento das cinzas.
Produto mal-amado da BBC, Top Gear é, para quem não sabe, um programa sobre carros. Para ser sincero, é muito mais do que carros. Os carros são apenas o ponto de partida para algo muito mais vasto e divertido.
Diversão é a palavra certa para descrever o Top Gear, até porque a coluna do programa se divide entre análise e testes de carros, talk show descontraído e sitcom. Não será uma sitcom convencional, mas o humor está seguramente mais presente aqui do que em muitas séries de comédia assumida.
Ainda que muitos dos momentos brilhantes sejam escritos ou preparados previamente, o programa vive também da espontaneidade de Jeremy Clarkson, Richard Hammond e James May, o trio de belíssimos apresentadores do Top Gear. Os temperamentos diferentes, as opiniões extremadas e a magnífica química entre estes três british gents são o sal e a pimenta do programa.
É certo que gostar de carros ajuda a apreciar o programa, mas mesmo quem não é particular apreciador de veículos motorizados saberá decantar os belos momentos que ajudaram a construir a reputação que o Top Gear ostenta hoje em dia.
Agora que a décima temporada terminou na BBC2, segue-se um hiato até aos meses de Verão, onde voltarão a existir mais aventuras de dimensão continental, mais testes de supercarros e quezílias entre a tríplice apresentadora, assim como a destruição em massa de diversas carrinhas, caravanas e atrelados de qualquer estirpe.
Em Portugal, deduzo que a série seja transmitida no canal de cabo BBC World, ainda que em versão mais curta e logo mais desconexa. Como tal, deixo-vos cinco links para vídeos sugestivos do que é o Top Gear.

Jeremy Clarkson conduz o carro mais pequeno do mundo. 
Richard Hammond conduz o melhor carro de todo-o-terreno do mundo.
James May e Richard Hammond conduzem os maiores carros telecomandados do mundo.
James May conduz o carro de produção mais rápido do mundo.
Jeremy Clarkson testa um carro para toda a família...

Para verem mais vídeos ou as reportagens mais longas façam favor de se dirigirem ao serviço online de vídeos mais perto da vossa área. Ou então procurem pelos episódios completos nas localizações por demais conhecidas.



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Ter, 29 Jan, 2008 às 02:37

Muito se falou do sucesso de vendas do álbum dos Radiohead online, onde era dado ao comprador a opção de escolher o preço que este achasse mais adequado- sendo que  poderia ser “levantado” gratuitamente. Foi de facto um sucesso tremendo, quer monetariamente como pelo impacto que provocou na industria musical, ameaçando seriamente o papel das produtoras. Um primeiro passo bem sucedido, é certo, mas longe de ser um caminho a ser seguido, pelo menos nos próximos tempos.

Defendo, por um lado, que uma banda deva ter nos concertos a sua principal fonte de rendimento, tendo nos álbuns apenas mais uma forma de propaganda, que pode ser rentável - os Radiohead lucraram 6 milhões de dólares no primeiro dia de vendas online.

Defendo ainda a publicação online de álbuns , numa tentativa de redução dos seus preços – se pensarmos bem os principais custos de um CD estão na sua produção e distribuição pelo que na venda online esses custos seriam mínimos – algo que não acontecem nas lojas mais populares, como o itunes , onde um álbum completo custa em média 10 euros, que é pouco menos que o preço  de um álbum físico – importa lembrar que a música do itunes não é livre, ou seja, está protegida e além disso vem num formato comprimido. Não quero com isto dizer que seja a favor da total extinção da música como objecto (o cd, a capa, etc.), as duas soluções devem coexistir, a preços distintos numa tentativa de chegar a vários públicos, com diferentes capacidades monetárias.

É claro que todo este processo vai ser lento e que o passo dos Radiohead foi uma pequena gota num oceano – é preciso ser os Radiohead para se fazer o que eles fizeram e ser, ao mesmo tempo, bem sucedido. Prova disso é a tentativa, frustrada, dos Dirty Pretty Things de lançarem o seu segundo álbum nos mesmo moldes:

I wanted to give the album away on the internet like Radiohead did,” he said . “I saw what they did and said , ‘Oh, that ’s great , let’s do that too,’. But Alan told me straight off that it wasn’t going to occur . Ah, well .” Entrevista de Carl Barat ao NME (ver entrevista aqui)

Muitos estarão, certamente, no mesmo lugar, mas o importante é não desistir, para dar seguimento a esta luta, que ainda está no início, para o bem da música- não da industria!



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Seg, 28 Jan, 2008 às 08:14

Nunca é de mais elogiar a rapaziada que trata da programação da rtp2, especialmente no que toca à escolha de filmes para passar nas noites de sábado. Em pouco mais de quatro/cinco horas noite dentro dão uma lição aos restantes três canais quando se fala de qualidade.
Um bom exemplo dessa excelência teve lugar no passado sábado, com a Sessão Dupla - De Tanto Bater o Meu Coração Parou e A Insustentável Leveza do Ser. Deixemos de parte a adaptação do romance do Kundera, porque o que nos interessa é o filme francês.
Realizado por Jacques Audiard, De battre mon coeur s'est arrêté foi um dos filmes de 2005, ensaio magnífico sobre as indefinições na formação da identidade pessoal, a perseverança e uma pitada de desilusão à mistura.
Coube a Roman Duris, tipo com aquele ar de "francês dos sete costados" (ou será um ar europeísta?)  criar e dominar o temperamento, os impulsos, a fragilidade e a fortaleza de Thomas Seyr, criatura volátil, oportunista e oportuna, tentada a perseguir o sonho do piano contra o seu mundo.
Duris é um tipo com boa pinta, daqueles com quem engraçamos facilmente. Descobri-o em L'Auberge Espagnole, película panfletária dessa babel que é o programa Erasmus, seguindo-se em 2005, mesmo ano de produção de De Tanto Bater o Meu Coração Parou, Les Poupées Russes, mostrando o crescimento e a evolução das vidas do jovem Xavier, assim se chama a personagem de Duris, e do resto da juventude erásmica. Chegamos então ao propósito deste post.
As Bonecas Russas foi criado, parece-me a mim, com o simples propósito de mostrar ao mundo para que servem os planos em slow motion. Habituados que estamos a que este tipo de plano seja desperdiçado em utilizações inúteis, Cédric Klapisch vem-nos relembrar o que meio mundo havia esquecido depois do cancelamento da série Marés Vivas. A beleza da câmara lenta.





1 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Dom, 27 Jan, 2008 às 00:54

Decorria o ano de 1994, tinha eu 9 anos, quando ouvi pela primeira vez falar de uma banda, de origem inglesa, denominada de Queen , numa altura em que nem sequer sabia o significado da palavra queen ". Influenciado pelos gostos musicas do meu pai, "senhor conhecedor" de música dos anos 70 e inícios dos anos 80 – desde ai perdeu-se – senti, ao ouvi-los, por um lado a criação de mais um elo à relação paterna existente como também algo de especial, soava bem! Isto tudo sem nunca saber a origem da banda nem mesmo da morte precoce do seu vocalista 3 anos antes. O bicho cresceu. É certo que na altura ouvia porque sim! Aliás era assim com toda a música em geral, se entrava bem no ouvido eu comprava/ouvia.

Fui cultivando o gosto, principalmente através de greatest hits   que me vinham parar às mãos, numa época em que ouvia de uma geração mais velha estórias , quase que mitológicas, sobre o F . Mercury e restante banda, fruto de uma sociedade segregadora e homofóbica, que tentava assim convencer os mais novos dos malefícios que existia em ouvir tais músicas. Nunca liguei como é óbvio, e não fui o único, aguentei-me pela música.

Lembro-me de "saber" as letras completas de algumas músicas quando ainda aprendia na escola a conjugar o verbo "to be " e de ter especial predilecção pela música "Bicycle Race "  – acho que naquela idade fazia sentido.


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Brian May no concerto no estádio do Restelo

Assim cresci, ouvindo sempre outras coisas mas mantendo este culto especial pela banda. Foi esse culto que me levou há cerca de dois anos ao Restelo ver uma "espécie de Queen " acompanhado por um esforçado Paul Roger . Apesar da ausência óbvia do mito – Freddy Mercury – tinha a esperança de viver ali uma noite especial e acreditava que parte do Freddy estaria ali naquela noite – eu que não sou muito dado a esse tipo de crenças  mas o momento assim o obrigava. Acreditei e a verdade é que houve magia, não na quantidade desejada é certo, mas houve a suficiente. Impressionou-me principalmente as diferentes gerações que lá estavam, cantando verso após verso, uns mais histéricos que outros, mas dando, apesar da meia casa, um belíssimo espectáculo.

Encerrei naquela noite um ciclo de amadurecimento pessoal,  o final da adolescência – tinha eu 19 anos, 10 anos depois de os ter ouvido pela primeira vez – mas a música essa continuará sempre presente na minha aparelhagem.



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Sab, 26 Jan, 2008 às 02:13

Adverte-se: No Zurraria não se faz crítica de teatro, nem de artes performativas, mas também não nos compadecemos com Musicais.

O musical é Querido Che, peça da Sola do Sapato, encenada por Almeno Gonçalves e que conta com um bom elenco, composto por Alexandre Ferreira, Hugo Sequeira, João Maria Pinto, João Miguel Mota, Manuel Lourenço, Maria Walbeehm, Orlando Costa, Patrícia Pinheiro e Sofia Dias. Coreografias de Marco de Camillis, canções originais do Hugo Novo, tal como o texto que, original de Abel Neves, mistura ficção e história, ou direi, estória, porque esta só é fiável a espaços.
O texto é algo inconsistente, precisamente por tentar fazer da peça o misto entre peça biográfica e ficção. Às tantas andamos enredados na ficção do Ernesto Guevara, sendo ele seduzido por uma jeitosa rapariga ao que ele responde, à laia de historicismo bacoco, alarvidades como "Eu tenho um ideal! Esse ideal é mais importante que cada um de nós" e derivados.
Esta fusão repentina redunda em desconexões por demais evidentes. A minha cabeça andava a velocidade alucinante: Amor, Revolução, Amor, Revolução, Amor, Revolução, Amor, Revolução e por aí diante.
Há personagens pouco mais que inúteis. Uma das personagens - a pretendente de Ernesto Guevara - existe para que Che lhe diga: "A minha paixão é a Revolução!", uma frase tão cliché que, segundos antes dele a concluir, ouvi, na plateia, várias vozes a segredar a frase, talvez convencidas de que iriam informar alguém. Aparte estas questões e o facto dos actores serem, na sua quase totalidade - com honrosas excepções - maus cantores, Querido Che é uma boa peça.
Entretida, e que até dá para rir.
Quem lá vai à procura da Revolução, vai mal. Quem lá vai à procura de outra coisa qualquer também vai mal. Quem vai à procura de uma peça que, por acaso até é musical, até vai bem



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Sex, 25 Jan, 2008 às 12:29

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Havia a expectativa em redor deste filme, após o sucesso de “Orgulho e Preconceito”, pela repetição da equipa que havia realizado e produzido o filme e para avaliar a contínua evolução de Keira Knightley , expectativa esta que no meu caso era inexistente dado não ter visto o filme em questão.

Ora não sei se bom, ou mau, certo é que houve algo de fascinante e especial em Expiação ” que, confesso, não esperava encontrar. Um filme muito bem construído quer em termos de argumento, inspirado no romance de Ian McEwan, como a direcção de fotografia, pelos cenários fantásticos terminando na composição musical do filme que imprime ritmo e sentimento ao filme. De destacar ainda - mais do que a boa interpretação de Keira Knightley que está, de facto, feita numa “senhora actriz” - a interpretação do escocês James McAvoy, que esteve muito bem, depois de, no ano passado ter entrado no “Último Rei da Escócia”, onde foi totalmente ofuscado pelo brilho de Forest Whitaker, veio confirmar ser de facto um actor a ter em conta.

Apesar de se tratar de um drama, sem grandes efeitos especiais e momentos de acção,  "Expiação” merece, sem sombra para dúvidas, a visita a uma sala de cinema pela experiência que oferece, dificilmente vivida em casa no conforto do sofá (a não ser que tenham um bruto home High-definition cinema em casa, então aí peço desculpa por este parágrafo). Digo isto porque existe, por vezes, a ideia de que o cinema apenas “melhora” a visualização dos chamados filmes "pipoqueiros”. Errado! E "Expiação” é prova disso, pela conjugação, quase poética, dos cenários , ora bélicos ora campestres, com a banda sonora, acompanhadas dos "clac clac's" de máquinas de escrever.

Tal como diz o mestre, o cinema vale pela experiência!
 



1 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Qui, 24 Jan, 2008 às 20:50

Tenham calma rapaziada que a parte hardcore diz respeito a música, nada de promiscuidades. Trata-se então de uma iniciativa criada pelo pessoal do blogue 4TheKids, destinada a celebrar a música portuguesa enquanto forma de punk-hardcore e também a comemoração de um ano de actividade do blogue.
Gostando-se ou não de hardcore a verdade é que as boas ideias nunca devem ser ignoradas, daí que o Zurraria (pelo menos a minha pessoa) se associe ao lançamento desta net tape, parabenizando o blogue e respectivos membros pelo seu papel na divulgação da música feita em Portugal.


Com apenas um ano de existência o blog 4TheKids tornou-se num ponto de passagem obrigatória para todos os fãs da música hardcore em Portugal. De modo a celebrar esse aniversário a equipa do 4TheKids propôs-se um objectivo: lançar de forma gratuita na Internet uma net tape com 12 temas de 12 bandas nacionais, um tema por cada mês de vida do 4TheKids.

Esse projecto acaba de se concretizar agora e tu podes ter acesso a ele através do site http://www.4thekids-net-tape.pt.vu

Apoia o Hardcore Nacional. Faz download e espalha o link pelos teus amigos!



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Qui, 24 Jan, 2008 às 14:21

Descobri, via NOTCOT , esta campanha Neozelandesa de sensibilização à redução do consumo de álcool, algo que naquele país mais do que um hábito recorrente acaba por ser uma questão cultural.  Neste caso chamou-me a atenção a forma como foi feito, recorrendo a uma tremenda criatividade que, como se sabe, acaba por ser uma forma fácil de chegar ao público alvo.



A premissa da campanha é que não existe nada de errado no consumo de álcool , desde que este seja com moderação, tendo principal incidência numa faixa etária mais adulta - It's not the drinking , it's how we're drinking !

Mais imagens!
Site da Campanha



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Qua, 23 Jan, 2008 às 02:43



O sonho de Cassandra...humm O sonho de Cassandra! Antes de mais, apenas assinalar alguns aspectos que me parecem importantes. Primeiro que o título parece, à primeira vista, retirado de uma novela mexicana dos anos 90 da hora do almoço. Segundo que o filme fracassa pelo facto de não ser aquilo que tenta ser. Terceiro e último, o filme não me parece assim tão mau como o “pintam”.

(Atenção: Se já está farto de ler, este primeiro paragrafo resume por inteiro o resto do post – Pela sua Saúde PARE!)

O sonho de Cassandra assinala o regresso do senhor Woody Allen aos thrillers Policiais, depois do sucesso que foi o grandioso Match point (é inevitável a referência), uma vez mais num cenário londrino que provou ser o pano de ideal para este tipo filme. Apesar da comparação com Match point nada neste filme foi genial, a verdade é que havia uma grande expectativa sobre este para ver se de facto os “ares” de Londres haviam ressuscitado o monstro adormecido em Woody Allen , resposta esta que em “Scoop” apenas havia sido adiada. Importa referir, no entanto, que o filme não é mau, vale plenamente a visita às salas de cinema, pelos dois pesos pesados que são Ewan Mcgregor e Colin Farrel , que embora não estejam perto das suas melhores interpretações cumpriram a sua missão, pela história que não sendo óptima entretêm e por ter um final aceitável, apesar de moralista, dado o desenrolar do filme.

O sonho de Cassandra aborda o quão longe deve alguém ir para conseguir aquilo que pretende e sonha, através dos dois personagens Ian (Ewan McGregor ) e Terry (Colin Farrel) dois irmãos de sangue, mas com ambições e formas de encarar a vida bastante distintas, que por razões diferentes necessitam desesperadamente de um “pequeno” favor, cujo o preço é bastante elevado. Uma história que talvez peque pelo sua linearidade e moralismo que tenta impingir, faltando mesmo aqueles momentos de comédia típicos de Allen .

Dirão os mais críticos , aqueles que realmente percebem, que o passado de Allen exigia mais, talvez tenham razão, O Sonho de Cassandra procura ser muito mais do que de facto é e talvez seja uma tentativa falhada de reutilizar a formula de Match Point  mas, volto a sublinhar, não é um mau filme.





2 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Martins / Qua, 23 Jan, 2008 às 02:05

Eu sei que nestas ocasiões é normal fazer-se uma apresentação solene da pessoa em questão, mas caramba sou eu! Um tipo desinteressante e tão egocentrista ao ponto de escrever um post sobre ele próprio!
Um facto é que não estou habituado a fazê-lo, normalmente expresso o meu egocentrismo através de pesquisas exaustivas do meu nome no Google , de maneiras que resolvi fazê-lo através de um estudo ao meu caixote do lixo do mail .

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Salta à primeira vista, através do mail do Google Calendar , que sou um tipo com demasiado tempo livre mas, ao mesmo tempo, um tipo que compra posters, o que faz de mim um tipo desocupado mas culto.
Por outro lado, um mail de uma rede social de vinhos (Addega), aqui não há lugares a hi5's e coisas do género , por isso não me dêem fives (isso é para o colega Nuno), prefiro antes uma bom garrafão de vinho novo. Um tipo bêbado portanto.
Esta imagem permite ainda aferir as minhas prioridades. Reparem que o convite deste estaminé que me foi feito, duas vezes, foi para o lixo sem sequer ter sido lido, ao contrário dos mails cheios de pornografia e coisas estúpidas (coisas de homem) - um forte abraço para o Manel!

E de maneiras que é isto...




3 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Nuno Costa / Ter, 22 Jan, 2008 às 16:17

Gosto desta coisa das modas, é giro, há skaters, surfistas, malta dos patins em linha, dos desportos radicais no geral e no particular, os geeks e agora apareceu a malta do parkour. Esta malta, para quem não sabe, tem como objectivo dar saltos, tipo de escadas e assim, gente que não conseguiu ultrapassar com normalidade o denominado indroma do Puto Estúpido. Passo a explicar, todos nós enquanto putos estúpidos tínhamos por objectivo fazer coisas mais estúpidas que os outros putos estúpidos. Se um desse um salto de 5 degraus de uma escadaria para o chão e tinha de dar de 6, ganhando pontos, na cabeça, e no ranking dos putos estúpidos. Ao que já percebi o parkour assemelha-se um pouco a isto. Dar saltos de prédios, de bancos, de escadas, por cima de mesas e afins. Sei que posso ser linchado com estas afirmações, e que o parkour tem uma filosofia, que se define um ponto de partida e de chegada e que se tem de ultrapassar os obstáculos que aparecem no caminho. Uma coisa bonita portanto, a questão é só uma: para quê? A resposta que eu encontro é o Síndrome do Puto Estúpido, ganhar pontos, na cabeça, e no rank
(Acabo de saber que o Castelo Branco tem um cd.)
(continuando) -ing.
[Este post (mau como se lê) foi uma tentativa desesperada de adiar a minha exclusão do blog, acabei de ganhar crédito para mais dois dias ou mais dois posts do David.]




1 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de David Fernandes / Sab, 19 Jan, 2008 às 01:08

A 23 de Outubro de 1958 o ilustrador belga Peyo trouxe os Estrumpfes ao mundo real. Estas pequenas criaturas que habitam os cogumelos de uma aldeia, algures no meio de uma floresta, foram editadas pela primeira vez na revista de BD Le Journal de Spirou. Em Portugal os Estrumpfes adquiriram o estatuto de clássico, para a pequenada, na década de 1980 quando o canal público exibia a série animada da autoria dos estúdios Hanna-Barbera.

Bem feitas as contas, este ano as pequenas criaturas azuis celebram o seu 50º aniversário e a festa será de arromba!

As celebrações já arrancaram, no dia 15 de Janeiro em Bruxelas, cidade natal do já desaparecido Pierre Peyo Culliford, e prevê-se um ano cheio de novidades relativas aos Estrumpfes. Ainda este mês será editado Les Schtroumpfs et le livre qui dit tout, o mais recente albúm da BD dos gnomos azuis. Às televisões de muitos países (onde se inclui Portugal) chegarão, nos próximos meses, novos episódios dos desenhos animados que nos deliciaram em criança.

Sinais do tempo, Estrumpfina e Resmungão serão em breve estrelas de cinema. Ao que tudo indica, este ano os Estrumpfes chegam ao grande ecrã, apesar de ainda não se saber muito acerca deste filme de animação.

Mas não é tudo! Qual banda rock, os Estrumpfes têm marcada uma digressão europeia. Durante este ano várias cidades do velho continente vão acordar com milhares destas criaturas espalhadas pelas ruas, por isso não se admire que uma destas manhãs esteja um belo Estrumpfe branco ao seu lado na fila para o pão.

As figuras usadas nesta iniciativa serão brancas, pois o objectivo é que as crianças os levem para casa e os decorem a seu bel-prazer. Os melhores trabalhos serão premiados. Simultaneamente, serão leiloados Estrumpfes decorados por celebridades. Todas as receitas revertem para a UNICEF.

Resta-me agradecer ao senhor Peyo, à sua família e a toda a equipa que deu continuidade a esta maravilhosa saga, pelas inesquecíveis manhãs da minha infância que passei colado ao televisor.  





0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Qua, 16 Jan, 2008 às 13:04

Resposta face à cagufa que os franceses aparentam ter em voltar a meter os pés em África:
"Os portugueses, Graças a Deus, são bem recebidos em todo o lado"

A respeito de uma mudança do Dakar para o continente sul-americano:
"Os franceses não falam muito bem o português ou espanhol. Nós é que falamos a língua deles, nós é que navegamos bem nessas águas."

Quem tem boa dentição come as putas das nozes todas:
"Entendemos que, se os franceses acham que deixaram de ter condições de o fazer em África, nós temos essas condições, então vamos nós."

(artigo completo aqui)

Um homem que apresenta argumentos deste calibre de forma a que a realização daquilo que será o futuro rally Dakar caia em mãos portuguesas, mais precisamente nas suas, só merece coisas boas e bonitas na vida. Isto é que é sociedade civil.
Ah, não esquecer também que o homem vai trazer o Federer ao Estoril Open este ano.
Como diz a malta da street, props pró João Lagos.



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Qua, 16 Jan, 2008 às 09:48

Pelo que sei, foi com confusões destas que surgiu o vírus da SIDA.

A estória toda aqui. (a estória da chimpanzé que não é uma pessoa, não a da SIDA)



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Ter, 15 Jan, 2008 às 21:39

Não estava previsto, mas aconteceu. No último momento acabei por assistir à cerimónia de Doutoramento Honoris Causa de Manoel de Oliveira pela UAlg. E não estava previsto acima de tudo pela ideia pré-concebida de que tal evento seria profundamente enfadonho.
Muito bem, já sabemos, o senhor está num nível acima de idoso, e isto de eventos solenes nunca engloba grande paródia, pelo que ninguém podia ser censurado por não ir. Errado.
O homem está entradote mas não está morto, e a jovialidade que apresenta é deveras surpreendente para os menos atentos, onde de certa forma me incluo.
Como o Algarve aparenta ser parte do estrangeiro para tanta gente, nunca é demais aplaudir e ser espectador de cerimónias com personalidades marcantes para a história nacional que tenham lugar nesta região de Marrocos.
Impulsionado pela iniciativa do Cineclube de Faro, este Doutoramento de Manoel de Oliveira foi sem dúvida alguma uma oportunidade para conhecer e reconhecer o cineasta e a sua extensa obra enquanto património de excelência.
Falou-se sobre o cinema de Oliveira através de Mário Jorge Torres. Um texto porventura demasiado intrincado, em que a palavra intrincado teria sido das mais facilmente compreendidas, caso tivesse sido utilizada. Nick Cohen escamoteia este tipo de escrita num capítulo do livro "O que resta da esquerda?", apelidado Escritores Académicos.
Diz Cohen, e com verdade, que textos incompreensíveis não são necessariamente textos de qualidade superior. Sometimes less is more...
Ainda assim Mário Jorge Torres não disse mentira nenhuma, fazendo uma análise bastante completa e assertiva da obra Oliveiriana, definição dele, não minha.
Após um breve mas perfeito discurso do cidadão Manoel de Oliveira ficou patente que o seu grande vício é o cinema, como não podia deixar de ser.
No final, e feitas as contas, valeu a pena o desvio que fiz com o Pedro até ao grande auditório do Campus de Gambelas. Venham mais doutoramentos assim. Não deviam era esperar até tão tarde, porque nem todas as pessoas são o Doutor Manoel de Oliveira.
Que o seu vício continue a ser o cinema, e que nos visite mais vezes.



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Seg, 14 Jan, 2008 às 22:23

"Guess what Terrence Malick's favourite movie of the last 10 years is?

What?

Zoolander! He knows every word, watches it every week."

Enfim. É certo que Malick ainda não veio desmentir esta afirmação feita por Seth Rogen que lhe havia sido revelada por David Gordon Green. Ainda assim, I smell bullshit...
A entrevista completa de Rogen ao periódico Guardian aqui.




35 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de David Fernandes / Dom, 13 Jan, 2008 às 22:55

Os Backstreet Boys vêm a Portugal pela terceira vez e eu nada posso fazer para impedir tal flagelo. Surpreendentemente, nenhuma onda de repulsa e náusea despertou em mim.  Esta reacção estranha deve-se em muito ao facto de este concerto se realizar no dia 25 de Abril, dia no qual se comemora a liberdade no nosso país. Devem estar a perguntar-se onde quero chegar. Calma, já explico!

Se há coisa que a Revolução dos Cravos trouxe aos portugueses foi a liberdade de expressão e quem melhor que os Backstreet Boys para nos lembrar que todo o indivíduo  tem a liberdade de  manifestar a sua orientação sexual, mesmo que desviante, e de se exprimir através da música, mesmo quando esta é de uma mediocridade extrema?! 

O concerto será no Pavilhão Atlântico e o preço dos bilhetes varia entre os 25 e os 35 euros. Por mim, nem um bilhete vendiam.





0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Qua, 09 Jan, 2008 às 23:53


Já não ia mal, é certo, se, como se anunciava, fosse Soraia Chaves o único ponto de interesse de Carl Girl. Não é. Como não é, sequer, o principal. Para além dos atributos evidentes, Soraia Chaves mostra laivos de boa actriz, mas à medida que temos filme e não apenas - o excelente e sugestivo - "cartaz", apreendemos que o "camisola 10" desta pelicula é o polícia Ivo Canelas. Na esquadra, por cima da secretária em que trabalha, o poster de "Reservoir Dogs" evidencia a transposição de referências, de actor para personagem, e o peso do poster é tudo quando vemos a personagem Ivo Canelas. À boa maneira hollywoodesca, Ivo Canelas dá o tom para um filme que consuma aquilo a que se pretende: ser um filme comercial.

Tem-se considerado amiúde que o argumento será incipiente e fraco. Que o presidente corrupto é pouco corrupto. Que a trafulhice é pouco trafulha. Que o escândalo não é escandaloso. O que é correcto.

No fim de contas, António Pedro-Vasconcelos tem um filme bem conseguido, com mensagem subliminar. Nem é preciso um grande argumento nem um "escândalo muito escandaloso" para se fazer um bom filme comercial.

Lamenta-se: ainda não é desta. Há quem reclame o filme português que revolucione o cinema português. Que abane isto tudo e comecem a sair filmes da linha de montagem da Algarve Film Comission (ou assim?) como de Hollywood. Lamenta-se: Não vai acontecer.

Entretanto, este Call Girl não envergonha nada. Nem a si, senhor Pedro Costa. (link)





2 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Ter, 08 Jan, 2008 às 23:50

Foi-se embora Luiz Pacheco. Foi viver para outras paragens.
Impecável a espécie de elegia feita pelo Pedro no post anterior. Pacheco haveria de não ter gostado. Tipo do contra.
Raios partam o Pacheco, foi-se embora sem deixar uma farpa de última hora a um cabrão qualquer.
Ficam as obras, diz-se por aí. Não sei de que livros falam, dado que não existem por aí muitos à venda. É certo que nasci em tempos de liberdade, talvez seja esse o problema. Tivesse nascido em ditadura e talvez fosse mais fácil obter uma das raras edições de um livro assinado por este anti-burgessos.
Caraças, pode ser que depois de morto as editoras portuguesas ressuscitem o homem. Ficamos à espera de re-edições duma Comunidade, dum Cachecol do Artista, dum Libertino Passeia por Braga a Idolátrica o seu Esplendor e de todos os outros, ou a grande maioria, não querendo ser abusador.

Impecável foi também o destaque dado a Pacheco no P2 da passada segunda feira. Homenagem biográfica justa, para um homem que andou esquecido durante algum tempo, ou continuará por descobrir para tantas pessoas.
Ainda no Público, na secção Blogues em Papel,  estão presentes excertos de posts sobre Luiz Pacheco. Todos confirmam o mito de boémio, libertino, polémico, menos um. Este.
Diz Sérgio Lavos, autor do post, que o mito é falacioso. Que o libertino nunca foi. Que o libertino sempre o negou ter sido.
Longe de duvidar das fontes de Sérgio Lavos, custa-me acreditar que Pacheco tenha dito que nunca foi amigo da festarola e da rambóia. Aliás, mesmo que tenha proferido tais afirmações também não acredito nele. Seria o mesmo que Pacheco Pereira afirmar ser o melhor blogueiro português ou Paulo Bento dizer-se o tipo com o melhor corte de cabelo do mundo.
As pessoas não são parvas meu amigo. Não sei qual o conceito de libertino que toma como correcto, mas desconfio que uma série de relações com menores e/ou maiores de idade, homens e/ou mulheres, um certo gosto para a pinga e para o desvario assim como uma vida em que a miséria e a genialidade andaram de braço dado é bem capaz de entrar em tal definição.
Isto de ser libertino tem as suas porras. E Luiz Pacheco era um tipo com porras, rezam as estórias.



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Dom, 06 Jan, 2008 às 14:18

Morreu Luiz Pacheco.

Libertino. Escritor Maldito. Boémio. Abjeccionista.

"Um dos escritores do século XX".

"Já não há Pachecos e fazem falta", disse-se, e eu concordo.

 

ps. A sigla remete para Rest in War, à boa maneira de Pacheco.  





0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Sab, 05 Jan, 2008 às 19:30

"O Paris-Dakar vai virar agulhas para a América do Sul. "



1 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Sex, 04 Jan, 2008 às 17:18

Como o Público relembra, no "Escrito na Pedra":

 

"Se no céu também não se pode fumar, então não vou"

Mark Twain




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