3 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Dom, 30 Set, 2007 às 18:52

Se crê que é capaz de viver sem escrever, não escreva"
Rainer Maria Rilke

Arrisco dizer que "Viver para Contá-la", de Gabriel García Márquez, deveria ser livro de culto para qualquer aspirante a escritor ou jornalista - ou ambos.
Neste livro de 400 páginas, Márquez expõe a sua infância e juventude, as suas primeiras e pueris experiências no ficcionismo e a entrada para o mundo do jornalismo, que lhe desagradara bastante a início. No entanto, G.G.M. toma-lhe o gosto, como elucida umas dezenas de páginas adiante, "Romance e Reportagem são filhos de uma mesma mãe".
As suas vivências são acompanhadas com citações pertinentes, suas e de outrém, pelas quais chegamos a Bernard Shaw, Rainer Maria Rilke, Lenine.
Gabriel García Márquez teve o previlégio de viver - para contá-la - um tempo e um espaço que, não sendo tão díspares assim do nosso, arrastaram com eles uma mística própria, um "romantismo", uma libertinagem e um amor pela arte que não volta.
Em termos literários, talvez um editor severo não reconhecendo Márquez, se atrevesse a cortar umas dezenas de páginas deste volume. Porém, que editor tem legitimidade para pedir a um autor como Márquez que corte do livro da sua vida momentos de quem os viveu?

Insere-se a epígrafe por duas razões. Porque esta citação é citada por Márquez no "Viver para Contá-la" primeiro, e segundo, porque é, entre outras, a minha presente leitura: "A Voz", de Rainer Maria Rilke  na Biblioteca Insólita pela Rolim. 



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Sab, 29 Set, 2007 às 14:04

Diz Eduardo Pitta: "Marques Mendes talvez merecesse perder. E Menezes, merecia ganhar?".

Dentro da completa imprevisibilidade que eram estas internas, é capaz de ter vencido o mais previsível. Porém, não se diga, haja vergonha, que ganhou o melhor. Não é o melhor. Talvez nem o menos mau. Dentro do cenário de crise, surgiam duas opções. Opta-se pela manutenção da crise ou por um volte-face que desencadeie "outra" que não vem a ser senão a mesma, disfarçada com rosto diferente?
O PSD - e a direita portuguesa, de forma global, - vive dias difíceis. L.F. Menezes depara-se com um problema para o partido, que pessoalmente, é o mesmo que o seu. Definição ideológica. Se o partido está à procura de identidade ideológica, Menezes também não está seguro da sua, pelo que o problema, seu e do partido, se pode vir a agravar.
Não sei se alguém acredita que Menezes, ou fosse Mendes, conseguiriam disputar as próximas eleições. Portanto, aponte-se o futuro (?) do PSD para mais longe. Com os pesos pesados, os políticos sérios do partido a pegarem nele. Expulsando o Partido Socialista de terrenos idelológicos que não são seus, repondo a verdade ideológica e intercedendo a bem da democracia.



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Sex, 28 Set, 2007 às 11:57

"O que eu gostava de ver era interromperem um jogo de futebol, na Sporttv por exemplo, porque o Lobo Antunes tinha acabado de chegar a casa."
disse-me este jovem 




0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Qui, 27 Set, 2007 às 23:26

Há momentos passou na rtp1 um compacto da Operação Triunfo com bolinha vermelha no canto superior direito.
Ainda esperei alguns momentos na expectativa de que a Silvia Alberto fizesse algum strip ou coisa que o valha, mas nada. Apenas publicidade enganosa. Como diria o Unas, a rtp não é boa onda.



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Qui, 27 Set, 2007 às 22:50

Algures no filme "Virgem aos 40 Anos", a personagem de Paul Rudd, ao ver imagens de Identidade Desconhecida, o primeiro da até agora trilogia Bourne, apresenta esta tirada: "Y'know, I always thought that Matt Damon was like a Streisand, but he's rocking the shit in this one!".
Muitos concordarão decerto com esta constatação. Antes da chegada de Jason Bourne aos cinemas, Matt Damon era o franganote frágil e pseudo-sensível de O Bom Rebelde e o soldado Ryan de que meio mundo andou à procura. É certo que em Dogma de Kevin Smith a coisa começou a endireitar-se, talvez um pouco antes, mas a verdade é que até à estreia de Identidade Desconhecida o homem sofreu do mesmo síndrome que Di Caprio, visto que a cara de rapazinho assustado não lhe dava grande protagonismo.
Di Caprio conheceu Scorsese e Damon foi apresentado a Jason Bourne, pelo que as coisas começaram a mudar. Bem sei que ainda não conquistou toda a gente, o que será dificil, mas pelo menos neste momento já se apresenta  como assassino credível, como neste caso, o que seria impossível  antes de Bourne.
Diz o crítico de cinema João Lopes, na sua crónica no DN , que "Jason Bourne não tem estatura nem classe para se tornar no "novo" 007". Pergunto eu a João Lopes, com todo o respeito, se terá visto este filme ou algum dos anteriores. Sinceramente não me parece que tenha apreendido a essência deste anti-herói numa época de anti-heróis. Eu próprio não li a/as obras de Robert Ludlum, portanto estou longe de saber como seria a personagem no papel. Ainda assim não será arriscado dizer que Jason Bourne está tão longe de James Bond como os Sex Pistols estão dos Beatles.
Não creio que fosse intenção de Paul Greengrass ou melhor, de Matt Damon, criar o novo Bond, como herói estereotipado que luta contra o mal, fica com a gaja boa e à noitinha vai emborcar martinis à força toda para o bar de um casino ou resort qualquer. Compreendo que João Lopes queira insinuar que Bourne não tem estofo para ser o herói cinemático da juventude, mas a comparação é de tal modo ridícula que surpreende, vinda de quem vem, ou se calhar não, dependendo da perspectiva.
O forte da história de Bourne sempre foram as cenas de luta e as perseguições, pelo que desta vez somos premiados com mais festivais de porrada e armas improvisadas no momento. De facto, cada vez que vejo uma cena de luta em qualquer dos três filmes vem-me sempre à memória o Vincent de Tom Cruise em Colateral, pelo estilo frio, automatizado e eficiente de resolver os conflitos físicos. Mas esperam lá, antes de Vincent já havia Jason, pelo que a premissa em si está errada, ainda que as duas personagens tenham mais que muito em comum.
Enfim, este "Ultimato" não destoa dos antecessores "Identidade Desconhecida" e "Supremacia", constituindo um bom filme de acção, num ano em que a coisa tem andado fraquita no género.
No fundo, a única espinha que me ficou atravessada na garganta não foram nem o suposto modo abrupto/nervoso com que Greengrass dotou a película (para quem está habituado mal se nota meus amigos, e isto vindo dum tipo que fica enjoado só de estar sentado), nem os buracos narrativos, se é que podemos ser picuinhas. O problema principal prende-se com o facto do final do filme ter deixado a porta aberta para outra sequela.
Não me levem a mal, eu gosto da personagem e dos filmes, mas estará este mundo tão mal de criatividade para termos que levar com mais de dez franchises por ano nos cinemas? Será que ninguém aprendeu nada com o Rocky V? É retórica, escusam de responder.





0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Qui, 27 Set, 2007 às 14:15

Se existe homem que tem feito a sua carreira política à custa dos media, esse homem é Pedro Santana Lopes e, uma vez bestial, agora já besta, tem marcado firme as suas pretensões.
Ontem, voltou a estar nas bocas do mundo, mesmo sem namorada nova ou inauguração de discoteca: abandonou a entrevista da SIC Notícias, quando a interromperam a meio para um directo da chegada de José Mourinho a Portugal.
A coisa reflecte o estado de algum jornalismo em Portugal, - SIC Notícias, enquanto canal de referência - e, Santana, políticas à parte, ganhou alguns pontos aos portugueses.
Numa altura em que o PSD está com eleições à porta e em crise mais ou menos aberta, seria um exercício interessante pensar que hipóteses teria Santana Lopes na corrida à liderança do partido, a par de Luis Filipe Menezes e Luis Marques Mendes. Uma coisa é certa. O PSD é um partido sem rumo, com problemas em fazer confluir todos os "partidos" que em si congrega, e há uma pergunta a ser feita. O que é o Partido Social-Democrata? E se/ quando esta pergunta for respondida, haverá quem tenha que re-definir as suas orientações e pensar: É nisto que "eu" - não eu, que me afasto de qualquer dos "partidos socias democratas" - acredito? E provavelmente não será.




0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Ter, 25 Set, 2007 às 02:55

O blogue Nascer do Sol, do Lourenço Bray, tem aqui um dos textos mais incomodativos que me lembro de ler.



3 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Seg, 24 Set, 2007 às 00:39

Fui ver o documentário "Torre Bela" ao King, rebocado pela avalanche de críticas positivas dos Ípsilons e afins. A obra, de 1975, é um bonito ensaio. Ao Portugal profundo; ao PREC; à ignorância; no fundo, ao legado do Estado Novo.
O documentário decorre no Ribatejo em pleno período revolucionário, e toma o mote de um conjunto de pessoas, camponeses, bandidos, revolucionários ou simples vagabundos que ocupam uma grande propriedade com um "palacete" incluído - Quinta da Torre Bela -, expropriada ao Duque de Lafões, que como todos os latifundiários se ocupou mais com a sua fuga - que significa, no caso, a sua vida - do que com as propriedades que não conseguiria manter.
A pobreza e ingenuidade dos ocupantes, que vasculham nas gavetas da casa dos ricos, procurando algo que lhes sirva a cada um, é desarmante. Um camponês encontrando um cachimbo rejubila, para os camaradas: "Olha um charuto!"...
Nesta quinta, - que seria ocasionalmente utilizada para reuniões da PIDE, - dá-se uma ocupação que, insegura a princípio, vem a ser encorajada pelos membros do MFA: "Ocupem. Depois de ocuparem, logo...". O período revolucionário dá-se assim. A reboque de força e muita anarquia. E é esta anarquia que se instaura na Torre Bela. Sucedem-se os discursos, entre muita ilusão e muita fé, mas também muita ingenuidade. Nas dezenas de pessoas que se tentam organizar dentro da quinta confluem muita ignorância e alguma vontade, mas existem entraves inultrapassáveis. A cooperativa fracassa, dia após dia, pelos problemas óbvios e primários: a receita e a alimentação seriam comuns, enquanto a força de (vontade) trabalho, bastante divergente. Esta situação cria desconforto, porque, no fundo, as pessoas começam a rejeitar este tipo de organização. O processo revolucionário sugeria o cooperativismo, mas os indivíduos, arreigadamente comunistas, rejeitavam-no.
A questão põe-se, a dada altura, a um camponês, que, proprietário de uma enxada, confrontava um outro camarada, que lhe dizia que a sua enxada seria agora da cooperativa, enquanto que este riposta que tinha pago pela dita enxada. E segue-se um diálogo hilário, argumentando um que a cooperativa serviria para melhorar o seu tipo de vida e o tipo de bens de que poderia usufruir mesmo estes não sendo exactamente "seus", e outro dizendo que agora teria de andar nu, porque a sua roupa já não era sua, mas sim da cooperativa.
Existem momentos hilariantes, mas é mais curiosa a situação que retrata bem o PREC e o período revolucionário, incluindo a adjacente liberdade vagamente anárquica em que se encontrava o país. Li algures uma citação de alguém famoso que dizia a verdade de "La Palisse" de que o Comunismo não funcionava porque as pessoas querem ser donas de coisas. Mais ou menos assim. E é. O Torre Bela é um tratado ao "fim do comunismo", por essa e pelas outras razões.





1 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Dom, 16 Set, 2007 às 10:44


Acabou-se a estrada para o escocês voador. O homem que fez vibrar tantas pessoas à beira da estrada, na televisão ou a jogar Playstation durante horas encontrou o seu fim. Aqui por estes lados, o seu estilo de condução espectacular será lembrado enquanto a memória durar.
A sua disponibilidade e apreço pelos fãs tornaram-no num favorito das multidões que se deslocam por esse mundo fora para a beira da estrada para ver passar os carros num qualquer rally.
Morreu este sábado, dia 15, num acidente de helicóptero na sua propriedade na Escócia. Consigo estava o seu filho e mais duas pessoas, que infelizmente também não sobreviveram.
A voar, ironia das ironias, depois de ter passado toda a sua vida a enganar o povo, fazendo-nos crer que os seus carros voam. Sempre no limite, foi assim Colin McRae.
Venceu duas vezes em Portugal, em 1998 e 1999, uma vez no seu Subaru e outra no Ford Focus. Por cá deixa decerto uma legião de fãs, e os elementos do Zurraria não se esquecerão dele.
Sempre que se falar de rally, McRae estará na conversa.



1 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Sab, 15 Set, 2007 às 16:21

Esclareço.
Os leitores em geral, ao Bada Bing, em particular.
Quando, na madrugada pós-murro-de-Scolari-na-boca-do-Dragutinovic("nem num cabélinho"), escrevi aqui: "Que merda de palhaçada!", estava pura e simplesmente a cagar - perdoem - pró murro-na-cara-de-Scolari-na-boca do outro. Tal como agora, aliás. O que me incomodou foram as opções técnicas do seleccionador e a atitude da equipa. A miserável perspectiva de qualquer treinador de bancada era que ia acontecer o que aconteceu. Scolari não o conseguiu discernir, e mais do que isso, ajudou a que isso acontecesse. Mas nem isso me faz pensar que Scolari deveria resignar. E tenho absoluta certeza de que não o fará. E, para cúmulo, é bem capaz de conseguir o apuramento, e mais uma grande prestação na fase final do Europeu, para chatear os rapazes (que são toda a gente, por esta altura...) das "cartas abertas a" e das crónicas que andam a reclamar a demissão do seleccionador.
Quanto à questão do murro do Scolari. Parece-me que não define a competência de quem quer que seja. Não alinho na cantiga dos pedagogos e dos exemplos para o país. Não me venham dizer a mim que o Domenech e outros que tais são pedagogos e exemplos para o país. A CGD dirá de sua justiça. O mérito que leva anexado ao curriculum não invalida que seja um perfeito idiota, o que, também neste âmbito, não cabe aos comentadores comentar,  - face a redundância, - nem parece que interfira no seu trabalho. Já falei uma ou outra vez da relação da questão da personalidade ou visão política com o mérito profissional de cada um. Não existe. Mas cito novamente. Heidegger era nazi. GGM pactua com Fidel. Polanski já violou. E continuem vocês que a mim aborrece-me.
Não me venham, por favor, com a cantiga da moral e dos valores.
A mim cansa-me.
Fique o Scolari ou não à frente da selecção, o que, pessoalmente, será mais ou menos indiferente.



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Sex, 14 Set, 2007 às 22:39

A Chinatown lisboeta, que propôs Maria José Nogueira Pinto, não é, - digo eu, - conivente com a sua habitual sensatez nem com qualquer tipo de respeito pelas condições humanas e sociais que regem qualquer sociedade contemporânea. Depois do apoio do casal Nogueira Pinto ao António de Oliveira Salazar no concurso televisivo "Grandes Portugueses", uma Chinatown, Drª Maria José Nogueira Pinto? Na linha dos guetos americanos? E numa segunda fase, guetos com negros, chineses, leste, e por aí diante?
A ideia é nada menos que peregrina e altamente xenófoba.
A proliferação de lojas chinesas é um problema real. Os produtos são vendidos a preços criminosos e o seu fabrico não o deverá ser menos. O comércio tradicional está mal. Tudo correcto. O que "não podemos fazer" é embarcar em soluções que, também elas, seriam socialmente desprezíveis e acarretariam problemas talvez mais graves do que os que se nos deparam actualmente.
O que preocupa é que já há pessoas que rejubilam e a pôr fervor numa ideia como esta.



2 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Sex, 14 Set, 2007 às 20:18

Caros amigos, caso encontrem este sujeito num qualquer estaminé de venda de produtos audiovisuais e afins, façam um favor a vós próprios e levem-no para vossas casas.
Apesar do seu ar ameaçador este homem é bem comportado e bastante trabalhador, salvo momentos irracionalidade "vigilante". Ainda assim é um bom tipo que apenas sofre do mal da solidão.
É importante referir também que este senhor não dorme, de modo que será bom companheiro nas noites mais longas e de maior insónia.
Como tal, e derivado da sua baixa manutenção (à volta dos 11€), não hesitem em ajudar Travis Bickle, mártir da solidão faz agora 30 anos.

"Loneliness has followed me my whole life, everywhere. In bars, in cars, sidewalks, stores, everywhere. There's no escape. I'm God's lonely man." - Travis Bickle




3 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Qui, 13 Set, 2007 às 21:14

Está visto, para tirar o lugar de Leonor Beleza como entrevistado no programa "Grande Entrevista" da RTP1 basta afiambrar um sopapo num tipo de leste. No canal do Estado continua a submissão ao tio Madaíl. Até admira como não é o Daniel Oliveira a fazer a entrevista com o resto do pessoal do Só Visto.
Na SIC foram buscar Rui Santos e Dias Ferreira para comentar a esquerda falhada do Scolari, malta que percebe pouco de luta, embora Dias Ferreira tenha cara de mau.
O mesmo Dias Ferreira continua a ser o único comentador de futebol em Portugal a não ver nem ouvir nada relacionado com este desporto. Simplesmente brilhante.



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Qui, 13 Set, 2007 às 19:10

Há muito que aqui no zurras o dia 11 de Setembro era esperado com alguma ansiedade. Pelo menos desde que foi anunciado que seria essa a data de lançamento do muito aguardado "Graduation", terceiro longa duração de Kanye West.
Ora esse dia finalmente chegou para gáudio dos muitos fãs do "Louis Vuitton Don" himself. Antes de partirmos para uma breve análise do álbum em si, deixem-me também revelar que este dia há muito que se encontra ensombrado por outro evento distinto, de índole audivelmente maligna. Falo do lançamento do novo cd do rapper 50 Cent, apelidado de "Curtis", que é o nome verdadeiro do rapaz.
Acontece que nos meses que antecederam este fatídico dia muito se disse e escreveu sobre rivalidades e apostas  sobre quem venderia mais. Saberemos o resultado da aposta nos dias que se seguem, embora suponho que com repercussões mínimas.
Sobre "Curtis" pouco ou nada tenho a dizer. É mais do mesmo e em mau, se é que alguma vez foi acima da média. É certo que o sr. 50 tem jeito para criar hit singles, mas desta vez a coisa é capaz de não lhe correr também. Confesso que de "Curtis" só ouvi uma edição clean, supostamente daquelas que são editadas para poder passar na rádio sem o palavreado mais vernacular. E ouvir a versão clean de um cd de 50 Cent é como ir a Roma e não ver o Papa, se bem que num plano completamente diferente, quer-me parecer.
Mas deixemos o Curtis em paz enquanto o homem enriquece ou morre a tentar.
Voltemos a Kanye e ao seu pressuposto fim de curso. Se é verdade que o homem acaba a "universidade" com nota positiva, também não será menos verdadeiro afirmar que baixou a média no último semestre. Depois de "College Dropout" e "Late Registration" as expectativas não podiam ser baixas. Kanye habituou-nos mal, a querer sempre tudo do bom e do melhor, o que desta vez não parece ter dado os melhores resultados.
"Graduation" não é um álbum ao mesmo nível dos seus antecessores, mas não deixa de ser uma bela obra. É certo que o número de faixas apresentadas baixou para metade e se acabaram os skits com Bernie Mac, mas o toque do sr. West está lá.
O grande problema desta gravação é ser demasiado madura, adulta ou pretenciosa, se quisermos levar as coisas ao extremo. Kanye tem tendência para se levar muitas vezes demasiado a sério, quando um dos muitos trunfos do passado era o humor.
Ainda assim, "Graduation" ouve-se melhor à segunda, terceira, quarta, quinta vez e por aí em diante. Como diria Pessoa acerca de outra grande entidade americana, "Primeiro estranha-se, depois entranha-se", é assim a graduation de Kanye West.
Na Zurras FM, e com dois dias de atraso, uma edição especial, com duas músicas de "Graduation" e outras duas de "Curtis". Enjoy.

Adenda: Para os interessados, as críticas do pessoal indie do Pitchfork: Curtis - Graduation



1 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Qui, 13 Set, 2007 às 05:01

O filme Fur: An Imaginary Portrait of Diane Arbus que estava para ver há muito, não vale o tempo. Nem o que quer que seja.
A bem dizer, as peripécias começaram cedo: a máquina do video-clube dizia-me que não tinha o filme, quando ele efectivamente estava lá, garantia-me a rapariga. Nisto uns bons 20 minutos. Fui descobri-lo, - a rapariga para mim com cara de má - na categoria de filmes eróticos. Antes da máquina mo cuspir, ainda o visor me adverte: "Tem a certeza que tem mais de 18 anos? Este filme tem conteúdo pornográfico." Acedo. Já posso ver poucas vergonhas.
O filme, realizado por Steven Shainberg, é uma triste coisa. As maminhas da Nicole Kidman não mereciam. O Shainberg informa no início do filme: o título corresponde à verdade. O Retrato Imaginário de Diane Arbus é, espantem-se, "um retrato imaginário" de Diane Arbus. Ficcionado. Por uma criança. Um pouco infantil para a idade.  Oito anos. Recém-feitos.
Partamos da verdadeira Diane Arbus, uma fotógrafa que, no filme, (ainda) não o é. É uma assistente do marido, esse sim, fotógrafo. Boas famílias e moça estável mas um senão: é uma fetichista nojenta que gosta de mostrar os peitos em público e gosta de homens defeituosos desde criança.
Isto redundará num momento em que a Diane, Nicole Kidman, começa numa misteriosa correspondência com um vizinho, que vem-se a saber depois, é doente de uma doença lixada que é ser peludo, tipo urso, mas com mais pêlo. O urso é o Robert Downey Jr, e a Diane apaixona-se pelo urso. Peripécias várias seguem-se. De interesse: o "amor" entre a Diane e o urso, - traindo o marido -, já depois de explícito uma sessão de sexo bruto por trás entre marido e mulher.
Pelo meio, freaks. Que no filme, são fetiches - a nível afectivo e sexual - de Diane Arbus. É um filme muito próximo do péssimo. Ridículo será a palavra. Arbus não mereceria.
Se calhar, sou eu que ando com má sorte com os filmes.



2 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Qui, 13 Set, 2007 às 05:00

Apetece-me dizer muitas coisas.
Mas fico-me por um:
Que merda de palhaçada!



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Ter, 11 Set, 2007 às 19:10


Cheguei ontem da Festa do Avante!, a minha segunda, e repito, uma e outra vez, como dizem os inveterados vermelhos: "Não há festa como esta!"
A Festa já não é de comunistas. A Festa é de comunistas, de simpatizantes, de esquerdistas, de visitantes, de curiosos e de Marcelos Rebelos de Sousa. Há ainda outros, que referirei no final do texto. Eu sou dos curiosos.
N'A Festa o assunto diverge. Se álcool, se droga, se política, ou patacoadas várias derivadas das anteriores.
A diversidade é o lema. E é um belo lema. 
Mas a Festa perdeu o ímpeto político. O Comunismo está razoavelmente desacreditado e a Festa cresceu pelos valores humanos, - humanistas -, e pela liberdade - vagamente anarca - que se vive dentro do recinto.
Não a deixarei de visitar. A oferta cultural é belíssima. Este ano, deliciaram-me Carlos Bica e o seu trio azul; Carlos Barreto brilhantemente acompanhado, - por Sasseti, por exemplo -,  Jacinta e Cristina Branco, ambas cantando Zeca Afonso; Fernando Alvim à viola, com o jovem seu companheiro a fazer  - e que bem - de Paredes. Mais? Deolinda: Grupo que alterna o fado, - adeus, tristeza - com estórias despretensiosas e alegres, cantadas e contadas. Fanfare Ciocarlia: A banda mais rápida do mundo. Na linha balcânica de Emir Kusturica, que já os convidou para interpretações em alguns dos seus filmes; esta banda balcânica é explosiva.
Isto é interminável: A Sinfonieta de Lisboa esteve fantástica na interpretação de "Outubro" de Sergei Prokofiev ou Tchaikovsky. Chicago Blues All Stars estiveram brilhantes.
Mais uma vez Blasted Mechanism, com participações de António Chaínho e Kumpania Algazarra! Mais uma vez Sam the Kid. Uma primeira vez para o rapper Chullage.
E no fundo, demasiada qualidade para se conseguir destacar verdadeiramente alguma coisa. Talvez ainda o espírito dos Roncos do Diabo, a animar os fins de noite da Festa do Avante!, de gaitas de foles e um espírito festivo fantástico: O popular e não o popularucho.

Até breve.

ps. O grupo de frequentadores do Avante! que não referi imediatamente é o grupo dos anti-comunistas. É um grupo atípico. São fantásticos a dançar a Carvalhesa!



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Ter, 11 Set, 2007 às 15:10





Pois é, parece que nas guerras entre os gigantes do capitalismo, quem sai a ganhar é o povo, pelo menos de forma relativa.
Para quem não está ao corrente da situação, o canal de televisão NBC entrou em litígio com o ITunes no que respeita à venda de séries de televisão na referida plataforma.
Feita a separação de bens e tudo e tudo e tudo, a NBC decidiu aliar-se à Amazon.com para apresentar os episódios piloto das quatro novas séries que vêm a luz do dia neste início de Outono, pelo menos nos EUA. Assim sendo, quem quiser ver os pilotos de Bionic Woman, Chuck, Journeyman e Life só tem que ir ao site da Amazon, ou então visitar aqui o zurras.
Das quatro séries confesso que as que mais me atraem são Bionic Woman e Journeyman. A primeira por entrar na onda mais BD, tal como Heroes, embora de uma forma diferente. No caso de Journeyman, confesso que o motivo de expectativa é Kevin McKidd, o Lucius Vorenus de Roma ou o Tommy de Trainspotting, que só por si já é motivo suficiente para dar uma espreitadela a esta série.
Enfim, só resta dizer que para verem os episódios pilotos das quatro séries ainda antes de estrearem na TV só têm que instalar o Amazon Unbox. Nada de mais, quando afinal os episódios são completa e perfeitamente grátes.

PS: Para irem ter às páginas dos episódios na Amazon é só clicar na imagem da série que querem ver.
PS2: Se querem conhecer um pouco mais das séries, vejam os trailers/teasers, é só clicar nos nomes das séries.




0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Dom, 09 Set, 2007 às 21:56

Impressiona de facto ler os excertos do novo livro de Gunter Grass "Descascando a Cebola" apresentados no P2 de hoje. Pequenas passagens da vida de um jovem Grass em plena Segunda Guerra Mundial do lado das Waffen-SS. Há muito que o Nobel da Literatura de 1999 havia anunciado ter pertencido aos quadros do exército alemão e a tal unidade especial, numa movimentação considerada por muitos como mais uma manobra publicitária, daquelas que acontecem diariamente com o propósito de vender mais livros.
Ainda assim, e por mais que tal publicidade exista de facto, é dificil ignorar os relatos de um jovem alemão durante e após a liderança de Adolf Hitler.
Ao ler os excertos apresentados na edição digital do jornal verifica-se que grande parte dos homens alemães se alistaram no exercito para defender a sua nação da grande ameaça estrangeira promovida por Hitler numa Alemanha historicamente ressentida com os estrangeiros, muito por culpa do resultado final da Primeira Grande Guerra.
O jovem Gunter foi um dos muitos que escondeu o seu papel na guerra, por mais pequeno que tenha sido. Segundo o mesmo, embora não tenha estado envolvido directamente nas acções de extermínio das SS, tais acções ainda o atormentam até hoje.
Tudo isto num livro que se mostra deveras interessante para quem procura conhecer uma perspectiva pessoal sobre a 2ª Guerra Mundial, por entre pormenores de horror e o hipotético encontro com um futuro Papa. O livro é posto à venda no dia 17 deste mês.



1 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Sab, 08 Set, 2007 às 23:57

Numa visita ao blogue da Horizontal Records, daquelas que fazemos constantemente aos blogues na lista de links aqui do zurras, ficámos a conhecer umas novidades vindas da boca, ou será dos dedos(?) do rapper Valete, um dos melhores representantes do hip hop nacional.
Pela voz de Valete ficamos a saber que o sucessor do aclamado (merecidamente aclamado, já agora) Serviço Público será apelidado de "360 Graus" e que será um álbum duplo.
Diz ainda o cientista da comunicação que já se encontra a trabalhar neste novo álbum, e que se está a esforçar por apresentar novas evoluções na sua música.
Esta obra terá também influências de vários países representantes da lusofonia, num intercâmbio de ideias e experiências que só trará mais valias para o produto final. Valete confirma ainda o seu regresso aos concertos logo que "360 Graus" seja posto à venda, explicando ainda o porquê do hiato de 5 anos sem apresentar o seu material (Educação Visual e Serviço Público) ao vivo.
Podem ler todo o post criado por Valete aqui e já agora aproveitem para ler o resto do blogue porque não perdem nada e sempre aprendem algumas coisas.
Aqui no zurras, pelo menos a percentagem que aprecia a música de Valete fica à espera do novo álbum, para conferir a existência da tal evolução



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Sab, 08 Set, 2007 às 14:34

Manoel de Oliveira viu mais uma vez reconhecida a sua singularidade no cinema europeu. Desta feita foi na recta final da 64ª edição do Festival de Veneza, onde lhe atribuído pela crítica independente o prémio Bisato D'Oro em referência ao seu mais recente filme, Cristovão Colombo - O Enigma.
Quer-me parecer quer o  prémio em questão não estará directamente relacionado com o filme em si , mas com a longa e produtiva obra  deste homem de 99 anos.
Oliveira não será um realizador seminal da história do cinema quando comparado com outros nome que escuso apontar aqui, mas que surgem constantemente nas malfadadas listas de melhores do cinema.
O português não teve de facto um papel determinante ou relevante por aí além no desenvolvimento e na história da sétima arte como tiveram alguns dos seus contemporâneos.
Ainda assim, não esqueçamos que quando se juntam os conceitos de contemporaneidade e o nome Manoel de Oliveira facilmente nos apercebemos que abarcam um século de cinema, de D. W. Griffith até Darren Aronofsky, passando por Eisenstein, Hitchcock, Truffaut e Tarantino.
Tem então a longevidade um papel determinante no reconhecimento internacional de Oliveira? Decerto que sim, pois não esqueçamos que é o único realizador em todo o mundo a ter realizado um filme no período do cinema mudo, o que, só por si já é um feito assinalável., para além de lhe conferir  uma visão e experiência únicas do que é o cinema.
Na parte que me toca, não posso afirmar se sou ou não fã das obras de Oliveira, especialmente por desconhecimento.
De facto, o único filme que posso afirmar ter visto na totalidade foi o primeiro do autor, "Douro, Faina Fluvial", realizado em 1931, onde desde logo se reconhece a faceta contemplativa de Oliveira, e que de resto marca até hoje o seu estilo directivo.
Ainda assim, posso agradecer o visionamento deste filme ao programa "Juventude-Cinema-Escola", iniciativa dirigida, salvo seja, por Graça Lobo e Anabela Moutinho, duas das pessoas que mais fazem pelo cinema no Algarve, pelo verdadeiro cinema.
Desde logo percebi que os filmes de Manoel de Oliveira não são para todas as pessoas, pois muito facilmente provocam enfado no espectador menos persistente, habituado ao blockbuster americano de cem movimentos de câmara por minutos e explosões a toda a volta. Manoel de Oliveira é um homem contemplativo, que aborda o cinema de uma perspectiva mais teatral que todos os restantes, e onde o espectador terá que estar atento à nuances  dos actores, muito mais do que num filme convencional.
Manoel de Oliveira é então um homem velho de corpo (para o provar tem um documentário intitulado "Já se Fabricam Automóveis em Portugal") mas extremamente activo de mente, pelo que este prémio e os que se seguirem são extremamente merecidos.
Oliveira continua a ser uma bandeira do cinema português internacionalmente, enquanto as novas gerações ainda lutam pelo reconhecimento. O que será o cinema português depois de Manoel? A juventude (e comparado com Oliveira todos são jovens) anda por aí, veja-se o caso de Pedro Costa, a ler no artigo do Ípsilon da semana passada. Se não têm, peçam emprestado, porque podemos estar na presença do presente e futuro cinema português, a sério.



8 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Nuno Costa / Qua, 05 Set, 2007 às 20:06

Não é de agora que não nutro simpatia pelo Fernando Rocha, o tipo das anedotas cujo repertório foi tirado do “Grande Livro das Anedotas Brejeiras com palavrões”. Talvez por isso, por não me interessar por muito ou nada do que ele faz é que desconhecia que tem um programa na Sic a seguir à Floribella (excelente fim de tarde que a Sic nos proporciona…). Por sorte ou azar acabei de o descobrir. E é mau o programa. Estúpido. E sem anedotas. Valha-nos isso.
Ao que parece é um concurso para o qual as pessoas ligam para ganhar dinheiro, desde logo o conceito é inovador, e depois se formos comparar o Rocha com uma Liliana Aguiar ou com uma Iva Domingues não comparamos porque não tem comparação possível… já comparar a Iva com a Liliana seria tema para um longo debate que espero que se desenvolva na janela dos comentários.
Ao que parece também o Rocha transforma-se num entertainer mau neste programa, tão mau que não o vou comparar ao João Kleber por respeito pelo luso-brasileiro. Este Rocha entertainer estará ao nível de uma Rita Salema na sua fugaz experiencia na apresentação de concursos televisivos. E sei bem que um dia, (hoje não porque está a jogar a selecção de basket no europeu), quando olhar para o Fernando Mendes e para a Lenka pedirei desculpa umas mil vezes por cada Preço Certo em euros que não assisti e muitas mais pelo facto de tê-lo considerado um mau programa de entretenimento da Tv. O Rocha provou-me o contrário.



0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Qua, 05 Set, 2007 às 17:36

Ana Soares, no excelente blogue do Cineclube de Faro, salienta - e bem - o "estilo" próximo de João César Monteiro e Luiz Pacheco.
Ambos são, pelo menos e sem dúvida, daqueles "libertino(s)" de que escreve o das letras, uma espécie de Mersault de Camus, mas um pouquinho mais romanescos do que Camus o conseguiu fazer.
Pacheco, - que continua vivo e mordaz como sempre - é um libertino. Como pode comprovar o pessoal responsável pelo Lar onde actualmente reside.
Os pontos de encontro entre ambos são inúmeros. Tal como, aliás, com inúmeros boémios seus contemporâneos - a boémia é de todos; o dom é só de alguns.
Um e outro têm aquela forma maravilhosa de filosofar a sexualidade e o nada. O ridículo. São - foram - de uma estirpe maravilhosa de intelectuais, desses que gostam da vida, mais do que da academia e da moral, o que, valha a verdade, só pode ser um elogio.




6 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Nuno Costa / Ter, 04 Set, 2007 às 23:47


Depois de um ano, muitos meses e muitos dias de Zurraria.blogspot.com o Batráquio achou por bem convidar-nos para nos mudarmos para o alojamento que ele disponibiliza. A mudança foi aceite depois de rondas negociais até altas horas da madrugada e apenas teve sucesso depois de nos ter sido ofertada uma avultada quantia que não vamos aqui divulgar para não envergonhar o Cardozo.
A partir de hoje dia 4 de Setembro a um escasso minuto de ser dia 5, o Zurraria mudou-se e o Sapo ficou mais burro.

Agradecemos ao  Pedro Neves e à equipa do Sapo que nos ajudaram nas mudanças ao carregarem às costas o piano de cauda, o Guerra e Paz do Tolstoi e as toneladas de esterco que tínhamos no anterior endereço.



2 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Dom, 02 Set, 2007 às 15:31

Por vezes, escapar às comédias veraneantes das grandes distribuidoras resultam noutro fenómeno complicado: apanhar os thrillers veraneantes das grandes distribuidoras.
A Face Oculta de Mr. Brooks é um filme que vai bem com o escuro e a companhia desejável, com uma pipoquinha doce e um refrigerante, mas que vai terrivelmente mal com demasiada atenção e com algum - não tanto assim - senso cinéfilo ou outro qualquer.
Digamos que Mr. Brooks, Kevin Costner, é um empresário de sucesso. Personalidade do ano, extremamente bem sucedido no negócio das caixas (?), com uma mulher atraente e uma filha na faculdade. E tudo isto vai bem, até na parte cliché em que este Mr. Brooks tem uma face oculta. Agora, onde isto deixa tudo de estar bem é "quando" vimos a saber que Mr. Brooks tem um grilo falante, ou um diabinho, ou um amigo imaginário demoníaco, conforme queiram, interpretado por William Hurt. Aqui, valha a verdade, tudo deixa de estar bem. E segue o filme: a face oculta de Mr. Brooks é ser viciado em matar pessoas, impelido pelo grilo falante, ao mesmo tempo que frequenta um grupo de alcoólicos anónimos, para conseguir deixar o vício.
As peripécias que se seguem são boas manobras de diversão, há umas voltas e reviravoltas também algo clichés no tipo de filme "thriller veraneante das grandes distribuidoras", mas a coisa segue. As pipocas comidas e o refrigerante no final, levantemo-nos e sigamos.
É um filme que se consegue ver: há 3 ou 4 manobras sonoras em que damos uns pulos, e umas intrigas que se vão sucedendo, umas após outras, e que o grilo falante teima em ir desvendando.
Não é um bom filme, mas Kevin Costner ainda é seguro. Tem Demi More que não se despe; William Hurt como grilo falante. O resultado não conseguia ser melhor.


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