2 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Sab, 31 Mar, 2007 às 12:45

Eduardo Barroso, em entrevista ao Recas sobre o clássico Benfica X Porto:

“No Benfica, aquele que ostenta a braçadeira, tem o número 20 nas costas e que quis um dia tirar o título ao Sporting não devia terminar o jogo. Gostava que fosse expulso”
e continua...
“Era bom que o Petit, o Quaresma e o Pepe, se jogar, vissem também o vermelho. Como sou um desportista, não quero que ninguém se lesione”

Eduardo Barroso, conhecido fanático e/ou doente sportinguista é, como se lê, um tipo que prima pelo desportivismo e fairplay.
Um bem haja e as melhoras, senhor Eduardo Barroso.




0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Sex, 30 Mar, 2007 às 22:22

Diga-se o que se disser, são uma banda bem completa e algo eclética.
Background hiphop, - não? - juntaram-lhe guitarras, baixo e bateria e foram, esquecendo rótulos e estereótipos, deitaram a casa a baixo com "'Tás na boa" e daí seguiram, conquistando públicos com hits para veraneantes, mas também com músicas bem conseguidas e de manifesto bom gosto.
No último album apelaram ao génio de Manel Cruz, dos saudosos Ornatos Violeta, para uma parceria que não só é competente, como muito bem conseguida, em Casa. O talento inato de Manel Cruz ajuda, mas é aos Da Weasel que reconheço o mérito, mais que não seja por terem ido buscar à gaveta o nome de Manuel Cruz. Quanto a mim, é bem lembrado.
Desta vez, album a estrear segunda-feira, ouvi o single. É o hit. Fica no ouvido e é bem capaz de ser das piores músicas do album.
A ressalvar, isso sim, o título. Porque é de muito, muito bom gosto.
Da Weasel apresenta... Amor, Escárnio e Maldizer.




6 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de João Carvalho / Sex, 30 Mar, 2007 às 21:51

Aquele que foi em tempos considerado, e bem, por muitos como o melhor rally do mundo está de volta ao campeonato do mundo, falo claro do Rally de Portugal. Este ano a sua 41ª edição arrancou com uma autêntica prenda para os fãs, a super especial no Estádio do Algarve, a qual infelizmente não pude ir ver, e percorre até domingo os sinuosos traçados escolhidos pelo ACP no Algarve e Alentejo, terminando com nova super especial no Estádio do Algarve, esta sim não perderei, para novo deleite de um dos melhores públicos que o WRC conhece por todo o mundo, e ao qual pilotos como Marcus Gronholm, Sébastien Loeb ou Mikko Hirvonen, os 3 melhor classificados no mundial, decerto não desapontarão.
Para mim, um incondicional fã destas andanças, a tarde de hoje foi óptima. Pude ver in loco num fantástico local, obrigado Bruno, todos os referidos e mais, muitos mais, à mistura com grande companheirismo entre todos os que lá nos deslocámos e uma bela chouriça e um pãozinho caseiro, que português que é português vai para todo o lado com o seu belo farnelito, só nos faltou mesmo levar umas mines e umas cadeirinhas daquelas que os velhotes levam para o Santuário de Fátima.
Por agora ficam aqui algumas fotos tiradas hoje na Serra o Caldeirão, e a promessa que virão outras da super especial de domingo.


(Sébastien Loeb)


(Armindo Araújo, que mais parecia que tinha ido à caça...)


(Jari-Matti Latvala)


(Manfred Stohl)




0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Qua, 28 Mar, 2007 às 21:22

Depois de atingir o estrelato e a fama, António Salazar leva a primeira facada nas costas.
É triste ver como esta malta que participa nos reality shows começa a decair logo após os tais 15 minutos, trágico mesmo.
Nos momentos que se seguiram a ter ganho o seu concurso, o jovem António pensava levar uma vida de prostitutas romenas e vinho verde, fama e glamour, viagens por discotecas e por programas da manhã a contar a sua história de vida, mas rapidamente compreendeu que a realidade de um famoso não é o conto de fadas que se vê na Floribella e nas entrevistas da Judite de Sousa.
Volvidas poucas horas sobre uma vitória esmagadora sobre um comuna, um homossexual reprimido, um navegador zarolho e um burocrata, o enérgico António viu a sua entourage, que o havia suportado de forma tão bonita, cair em desgraça.
Enquanto António havia falhado por pouco a maioria absoluta o seu séquito falhou miseravelmente.
Trágico. Cómico. Tragicómico.
Sonharam demasiado alto os seguidores do menino António? Porventura. Embalados pelo momentum do seu messias terão emulado Ícaro? Neste momento parece óbvio que sim, e os próprios serão os primeiros a admiti-lo.
Será a Direcção da Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa um passo demasiado largo para as pernas do pessoal da lista X? Não sei, mas parece-me que a letra identificativa da lista foi desde logo mal escolhida. Um X?
Muito fraquinho. É do senso comum que ninguém gosta do X. Em primeiro lugar porque já ninguém acredita naquela história "do
X marca o lugar do tesouro", se bem que o Caça ao Tesouro apresentado pela Catarina Furtado foi uma lufada de ar fresco nesta situação. Segundo e último ponto: para uma lista que defendia os valores tradicionais, o X parece-me demasiado radical, pois está presente em palavras estranhas e de natureza revolucionária como x-acto, xarope, xadrez, xeque-mate. Má escolha, portanto (a rever situação no futuro. utilizar letras nacionais e coerentes com a Família portuguesa como o O e o A.
Ao ter conhecimento destes resultados eleitorais o mais recente ex-famoso do país verteu uma lágrima (nunca ao canto do olho, que isso é coisa de tipos das colónias).
António, desgostoso com a vida e recentemente deixado pela namorada seguiu o exemplo de Zé Maria, abrindo um restaurante para fugir ao fisco. Vendo o negócio a correr mal, António Salazar dirige-se neste momento para a ponte 25 de Abril (raios partam as ironias da vida), não para saltar, mas apenas para dar uma mijinha...




0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Nuno Costa / Ter, 27 Mar, 2007 às 23:36

Homenagem a António de Oliveira Salazar, o maior (ditador, tirano, déspota, chupista, censor, castrador do livre pensamento e responsável pelo atraso de Portugal em relação aos restantes países da Europa - dizemos nós) Português de todos os tempos.


Momentos chave da final do programa Grandes Portugueses:

- Maria Elisa abre o programa.

- Odete Santos começa a mostrar sintomas de demência.

- Maria Elisa continua a apresentação do programa conversando com os muitos convidados.

- Odete Santos intervém pela primeira vez e tem uma luta feroz para não perder em directo um dente da sua prótese dentária. Acaba por engoli-lo.

- Maria Elisa mantém a conversa possível com os convidados dada a demência evidente de Odete Santos.

- salazar é nomeado o Grande Português. Paulo Portas esboça um sorriso.

- Odete Santos despe-se em directo para todo o mundo lusófono (Horrível!). Chama galinha a um membro da plateia, voltando o rabo para as câmaras, e grita palavras de ordem: “O Mundo não acabou, o Fascismo não vencerá!”

- Leonor Pinhão afirma ter filhos.

- Maria Elisa termina o programa.


Fica sempre bem falar mal de uns e de outros. Não querendo obviamente colocar no mesmo patamar Odete Santos e Salazar. A Odete está alguns degraus acima.





0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de João Carvalho / Seg, 26 Mar, 2007 às 20:23

Ao que parece nem só para traficar droga navegam os colombianos...





0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Dom, 25 Mar, 2007 às 22:00

Esta semana para não variar trazemos aos nossos leitores mais música de grande qualidade.
Lançado em 2003 sob a produção atenta de Johnny Ramone e de Rob Zombie, o álbum We're a Happy Family - A Tribute to Ramones é, na minha opinião, um dos tributos melhor conseguídos dos últimos anos. O artwork do álbum foi desenhado por Rob Zombie e o booklet contém textos escritos por Stephen King, o que atribui grande significado ao disco, tendo sido criado por verdadeiros fãs.
Estão lá os Metallica, os Red Hot Chili Peppers, os U2, Tom Waits, os Kiss, Greenday, Rob Zombie, Marilyn Manson, entre outros.
Entre esses outros conta-se Eddie Vedder, que por duas vezes dá voz a músicas do seu grande amigo Johnny Ramone.
Amigo de longa data de Johnny, tudo indica que a música "Life Wasted" do último álbum de Pearl Jam lhe seja dedicada, numa demonstração de grande apreço e carinho pelo mítico guitarrista dos Ramones.
Desde a morte de Johnny em 2004 que os Pearl Jam tocam muitas vezes nos seus concertos a música que aqui apresentamos, uma vez mais como forma de lembrar a banda de punk rock que influenciou meio mundo, senão todo o mundo musical com a sua forma de criar música e uma nova mentalidade.
Da Zurras FM para o mundo, Eddie Vedder & Zeke em "I Believe in Miracles", um original dos Ramones.




3 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Sab, 24 Mar, 2007 às 21:58

A selecção portuguesa de Rugby Union está no Mundial 2007 que será realizado em França.
É a primeira selecção com estatuto amador a conseguir tal feito após ter ganho ao Uruguai no conjunto dos dois jogos.
Tendo conseguído o apuramento por apenas um ponto, os senhores que alcançaram este feito histórico têm que ir trabalhar na segunda-feira, tal como qualquer um de nós.
Se isto não é verdadeiro amor a um desporto não sei o que será.
Porque falta muitas vezes aos chamados profissionais a parte do amor pela actividade que praticam, sabe bem ver o sucesso daqueles que praticam um desporto tal como ele nasceu, através da dedicação e do prazer de jogar.
Muitos parabéns aos Lobos.

PS: Parabéns também à rapaziada da Selecção de Futebol. Estes são profissionais, mas a arte do futebol e o amor à bola também andou pelos lados de Alvalade, e de que maneira. Sabe bem ver futebol assim.




0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Sex, 23 Mar, 2007 às 14:49

Faço notar que sou leitor de "semana sim, semana não" da Visão e que, apesar de "tudo" - e já o discutiremos, o tudo - a acho a melhor revista do género.
Um dos meus hábitos ao ler esta revista é ir directo ao índice para lhe arrancar os destaques e os cronistas. Esta semana, no índice da Visão, borrifei-me para os cronistas, absorvi a página 60, com um "Teste: Serei Salazarista" e galgando páginas atrás delas, consumido, possuído por certa força fascistóide, dou de caras, não com o António de Oliveira, mas com uma crónica do José Carlos de Vasconcelos.
Erro de paginação. Vou a saber que é afinal na página 58 que sei se sou salazarista ou não.
Dedos trémulos e lápis por afiar, que não há tempo para mais.
Noto uma ligeira desafeição pelas respostas das alineas a), mas nem por isso espreito o que é que isso poderá querer dizer, nas soluções de fim de página. As perguntas são insuspeitas.
Pergunta 11.
Angola é...
a) nossa
b) um país africano
c) dos angolanos
Desconfio, de mim para mim, que poderá ser igualmente dos angolanos e um país africano. Mas repito. De mim para mim.
Venho a saber, contas feitas, que eu, - surpreendam-se, - ou liberal ou anarquista, conservador ou centrista. Prefiro Churchill e Lincoln (quem?) a Salazar e Aristóteles a Rousseau(quem...?).
Obrigadinho Visão. Ou liberal ou anarquista, conservador ou centrista.
Por palavras que entendamos, como a mim já me explicaram, diz-nos a lampeira Visão assim...
Cá pra mim, tu, (huum... deixa cá ver) ou de esquerda, direita ou centro... Mais explícita era complicado.
Obrigadinho Visão.




3 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Qua, 21 Mar, 2007 às 22:50

Infeliz ideia esta a de fazer coincidir "primeiros dias de Primavera" com "Dias Mundiais de Poesia", "Dia Mundial do Sono", "Dia Mundial da Infância", "Dia Internacional contra a Discriminação Racial", "Dia Mundial da Árvore", "Dia Universal do Teatro", "Dia Mundial do Sindroma de Down", entre mais quatro ou cinco "Dias" que interessarão a um número médio de 2,431 pessoas. Em princípio, os lesados por qualquer coisa.
Há sempre gente disposta a criar um grupo em homenagem a. Por uma causa. O dia do Perry, o meu falecido cãozinho! O dia das pessoas que não gostam de acordar cedo. O dia das pessoas que por uma fantástica coincidência conduzem às 18:34, às sextas-feiras. Fenómenos.
Saltamos os dias correntes e, por sermos Portugal, saudamos o dia da poesia, qual mundial, quais quê! Portugal é país de poetas, diz-se, e poesia, pertença de Portugal.
Porque hoje em voga: O'Neill.

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill
(belissimamente musicado por Mariza)




1 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Ter, 20 Mar, 2007 às 11:44

Toda esta polémica sobre os incidentes que ocorreram no Conselho Nacional do CDS-PP só vem dar uma ideia do quão saudável e bem disputada é a vida política nacional.
Entre os berros, os objectos afiados, os capachinhos a voar na sala e o brilho dos dentes de Paulo Portas consta que houve porrada.
À saída, Maria José Nogueira Pinto veio fazer as queixinhas aos jornalistas. Queixando-se de ter levado umas bordoadas do deputado Hélder Amaral esta senhora veio abrir um precedente gravíssimo.
Toda a gente sabe que "The first rule of Fight Club is - you do not talk about Fight Club."

Posto isto, o deputado Hélder Amaral já veio repor a verdade dizendo que os beirões não batem em mulheres. Muito bem senhor Hélder, mas a verdade é que a quarta regra do Fight Club diz que "only two guys to a fight."
Vejamos então: Maria José Nogueira Pinto não é nenhum avião, quanto muito uma asa delta ou um bimotor. Vá lá, um papagaio muito fraquinho. Mas a verdade é que desrespeitou as regras do Fight Club, visto que até prova em contrário ainda é uma mulher.
Já diz o ditado: Quem vai à guerra dá e leva. Parece-me que só quem levou foi Maria José Nogueira Pinto.
Bem feita! Não tem nada que se andar a chibar do Fight Club.
Com Santana Lopes tínhamos o menino guerreiro. Com Hélder Amaral e Paulo Portas entramos na era do Betinho Guerreiro.

Aqui temos os "cães de fila" de Paulo Portas na sala do conselho nacional, recentemente saídos de um qualquer solário da linha de Cascais. Realmente parecem muito agressivos. Ser democrata cristão é um trabalho duro, mas alguém tem que o fazer.




0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Ter, 20 Mar, 2007 às 02:03

Um dos filmes mais bizarros e desprovidos de sentido que alguma vez vi na vida.
E isto não é uma crítica negativa. Viva o grande Terry Gilliam.

Neste preciso momento a passar na rtp1.
"If there was a trip to be taken, they were there."




1 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Nuno Costa / Ter, 20 Mar, 2007 às 00:04

Gosto do Euro, dos milhões e da Marisa Cruz. E como mais de metade da população portuguesa tenho a certeza absoluta que desta sexta-feira não passa. Esta sexta-feira ficarei rico e famoso, tão famoso que encabeçarei grande parte das listas de “próximas vítimas” que julgo que todos os malfeitores deste país possuem. Serei assassinado, estripado, até mesmo raptado e agredido verbalmente, mas serei rico e não quero saber. Sou português e desde que tenha notas no banco estou bem. Notas no banco e casa com piscina.

Gosto de assistir às entrevistas em vésperas de jackpot do euromilhões, nas quais à eterna pergunta surge a não menos eterna resposta: “ - O que faria com o dinheiro?”, “ - Se me saísse o dinheiro… hm… não sei. Comprava uma casa com piscina.”. Sejam velhotas espandilóticas ou com Alzheimer, pedreiros manetas, engenheiros electricistas, Doutores Advogados, mecânicos bate-chapas, não existe nenhum necessite mais do que uma casa com piscina. Primeiro existe uma hesitação, característica quanto a mim, de quem coloca a hipótese de receber milhões de euros assim do pé-pra-mão, depois uma certeza: uma casa com piscina! Mais nada. Não se ajudam pobres no mundo, nem mesmo a família necessitada, não se coloca a hipótese de criar uma multinacional, uma empresa com retorno, ou realizar sonhos de infância um pouco mais elaborados que uma casa com piscina. Com três ou quatro milhões de contos compra-se uma casa com piscina. Ponto final.
Sem querer parecer faccioso: EU MEREÇO O EUROMILHÕES! Eu estúpido não sou! Consigo perceber perfeitamente que com uma data de milhões de euros posso ter muito mais do que uma casa com piscina! Posso realizar o meu sonho de infância tão mais elaborado que o de ter uma casa com piscina! Vou realizar o meu sonho de infância porque vou ganhar o euromilhões na sexta-feira! Vou comprar uma casa com piscina e GARAGEM!





0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de João Carvalho / Dom, 18 Mar, 2007 às 23:09

Porque isto do revivalismo convida a ténues momentos de prazer, logo seguidos por outros de repulsa por algo tanto nos ter agradado ontem e hoje ser quase angustiante, aqui no Zurras procuramos incessantemente por dar a todos vós tais belos sentimentos e é por isso que hoje colocamos aqui o vídeo de uma personagem que a mim em particular sempre me criou enorme aversão, pelo menos até chegar à UAlg e me deparar com as praxes.. Sem mais, a Abelha Maia


(Este post é dedicado à Abelha Maia por excelência, a Mónica)




0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Dom, 18 Mar, 2007 às 18:56

O álbum é Rain Dogs, lançado em 1985.
A música é Jockey Full of Bourbon.
A primeira de muitas vezes.
Porque "There's a World Going on Underground".
Waits não é para todos, é só para alguns.
Senhoras e Senhores, Tom Waits na Zurras FM.








2 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Dom, 18 Mar, 2007 às 15:38

Este post serve apenas para dar os parabéns aos autores do artigo sobre a morte do Capitão América que vem na Pública deste domingo. Não sou fanático dos comics, apenas acompanho à distância, mas o artigo está muito bem construído e as imagens que o compõem são de muito boa qualidade, pelo que a Pública está de parabéns.
Não é que o Steve Rogers vá estar morto para sempre, mas sempre é um tour de force da Marvel, nem que seja por toda a publicidade que ganhou nos últimos dias.





3 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Dom, 18 Mar, 2007 às 00:01

A primeira memória que tenho da Fórmula 1 é a do funeral de Ayrton Senna da Silva. Que raio de primeira memória para se ter sobre algo, dizem vocês. Lembro-me de ver as ruas de São Paulo cheias de gente a ver passar o carro de bombeiros com o caixão do Senna em cima. Nos relatos dizem que mais de 250 mil pessoas viram passar aquele carro de bombeiros.
Tenho vinte anos, mas aquele dia foi marcante. Nunca vi Ayrton, que dizem ser o melhor de todos os tempos, correr.
Aquele ano de 1994 viu nascer outro campeão, Michael Schumacher. Dizem-me e diz-se que Schumacher nunca teria sido Schumacher se Ayrton por cá tivesse continuado. Não sei, mas gostava de ter visto isso comprovado em pista.
Schumi foi o campeão dos meus tempos, o dominador e destruidor de recordes. Nunca vi Ayrton pilotar um F1. Fiquei triste quando Schumacher bateu o recorde de 65 pole positions que ainda e sempre era de Ayrton. Egoísta, pensei eu. Podias ter deixado este para o Senna. Não deixou, com muita pena minha e de muita gente. Mas Ayrton não precisa deste recorde, porque Ayrton é do povo, e o povo nunca se esquece dos seus heróis.
Para sempre Ayrton e para sempre Schumacher, dois dos poucos que sabiam voar sem nunca tirar os pés do chão.

Toda a minha vida de Fórmula 1 foi através da RTP, também ela 1. Fiquei triste por saber, no ínicio da época de 2007 que os Grandes Prémios passarão a ser transmitidos nos próximos três anos pela Sport TV. Não tenho TvCabo, nem me parece que venha a ter nos próximos tempos, pelo que vou estar às escuras.
Fico triste sobretudo por ver uma estação que utiliza por tudo e por nada a bandeira do serviço público abandonar um produto que foi seu desde sempre, deixando órfãos alguns milhares de amantes da F1. Sempre amei a F1, pelo que as madrugadas passadas acordado a ver as corridas no Japão ou na Austrália nunca me pareceram nada de estranho. Tudo indica que a noção de serviço público de Nuno Santos envolve tardes inteiras de Portugal no Coração e mega edições do Preço Certo em Euros. Obrigado por nada sr. Nuno Santos.
Até que a gente se veja Fórmula Um!

Ayrton Senna ao volante do seu Lotus em 1986 no Grande Prémio Britânico, em Brands Hatch.
Verdadeira poesia em movimento.




1 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Bruno Nunes / Sab, 17 Mar, 2007 às 19:55

Antes de começar este post devo dizer há muito que estava para ser escrito, mas aparentemente vive em mim toda uma nova dimensão de preguiça que me impediu de o fazer. Assim, numa luta constante contra o dilentantismo e a cultura do inacabado, cá vai:

Vi toda a primeira temporada de Dexter em dois dias. Geralmente sou assim. Quando tenho acesso às temporadas completas lanço-me com unhas e dentes, na tentativa de dominar a série por completo, querendo saber sempre mais, mais e mais. Defeito ou feitio, não sei dizer. Talvez um pouco de ambos.
Os que me estão mais próximos sabem que tenho raros (raríssimos) contactos com livros, mas sinto-me confortável o suficiente para comparar o que sinto quando tenho em mãos uma série de qualidade superior ao que um leitor sente quando não consegue parar de ler uma obra superiormente escrita, tal é a forma como se deixou embrenhar pelo enredo, pelas personagens, no fundo, por um novo universo.
Foi assim com Sete Palmos de Terra, é assim com LOST, é assim com 24, foi assim com The Office (versão UK), é assim e sempre será com Os Sopranos, com Os Simpsons, com Friends, com Prison Break, com o House, com muitas e muitas outras.
Feliz ou infelizmente, com Dexter não se abriu nenhum precedente.
Os ecos extremamente positivos que chegaram do outro lado do Atlântico mantiveram-me em sentido, na expectativa de tirar as minhas próprias conclusões. Qual cão de Pavlov parti desde logo condicionado para o visionamento dos doze episódios. Desde logo a premissa, extremamente inovadora e desarmante, de um homem que é CSI de dia, serial killer à noite.
Seguramente se lembram do David de Sete Palmos de Terra, desempenhado por Michael C. Hall. Ora para aqueles que associam este actor ao papel de um homossexual moral e fisicamente frágil, aviso desde já que as vossas percepções irão dar uma volta de 180 graus, porque Michael C. Hall não nasceu para ser David, nasceu verdadeiramente para ser e dar vida a Dexter. Sociopata com laivos de vingador, raios me partam se Dexter não é das personagens mais brilhantemente criadas para uma série de TV.
Nascendo num canal de média dimensão nos Estados Unidos, o Showtime (de onde saiu também The L Word), Dexter ganhou o seu público de forma clara e por mérito próprio, apresentando argumentos que faltam a outras séries. Dexter tem voz-off, ao bom velho estilo dos filmes noir, transportando-nos para a mente de um assassino em série. Funciona e funciona bem.
Depois Dexter mostra a cidade de Miami. Mostra como CSI Miami quer mostrar mas não é capaz. Longe dos clichés mas perto da verdadeira Miami, da comunidade latina (não sei explicar, mas sabe bem ouvir uma língua minimamente familiar, já que o espanhol tem um grande destaque). Quem viu Miami Vice (a série) e quem jogou GTA Vice City, conhece as cores de Miami, a luz, as comunidades latinas, e Dexter capta esse sentimento, essa estética muito bem, afastando-se do turismo de CSI Miami.
O elenco secundário, apesar de desconhecido suporta muito bem a história, dando a Dexter o ritmo e o suspense sempre necessários nas grandes séries.
Tem sangue, muito sangue. Por vezes demasiado. O sangue é o néctar da vida, e neste caso o sangue é o motor da vida de Dexter, adquirindo a sua abundância ou a sua escassez significados muito relevantes na vida deste homem.
Espero pela segunda temporada tendo a consciência que a Portugal nem a primeira chegou, nem sei se alguma vez chegará (depois venham falar mal dos programas de partilha de ficheiros).
Afinal, queiramos ou não, o sangue também é a nossa vida...




2 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Sex, 16 Mar, 2007 às 17:53


E vão 10 dias, de 6 deste mês.
Obituário de Jean Baudrillard. Filósofo, poeta, fotógrafo, militante por afeição de um Bloco de Esquerda fictício em que sem Marx, Lenine ou Trotski se doutrina o pessimismo e a maledicência.
Diz-nos a Visão sobre Baudrillard, "baixote e mal humorado, recusava-se a falar em inglês...". Como filósofo, reflectiu sobre a Globalização, contrapôs as teorias positivistas das novas tecnologias de informação e comunicação e, amiúde, flamejava a imprensa com as suas tiradas incendiárias.
Jean Baudrillard (1929 - 2007).




0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Qui, 15 Mar, 2007 às 19:51


É com muito agrado que eu e, espero, os restantes membros do blogue, saudamos António Lobo Antunes pelo recém atribuido Prémio Camões, o mais importante galardão literário a nível lusófono, ainda que se diga, (diz o Francisco José Viegas), que tem pouca expressão no Brasil.
Ainda assim um prémio de referência, claro.
Depois de, no ano passado, José Luandino Vieira ter recusado o prémio (100 mil euros!) invocando razões de consciência, A. L. A. pronunciou-se com um lacónico "deu-me prazer lembrarem-se do meu nome". Igual a si próprio.
Nisto das letras, pouco importam os maus feitios, as zangas, as birras, loucura; muita, pouca, toda, o elefante que corre na parede, o chapéu de palha, as respostas tortas, "a água do meu e seu copo" porque, o que conta, no fim, são as livros, o cheiro das folhas impressas, as frases fluídas, a re-invenção e, em Lobo Antunes, uma aura de genialidade que nunca o deixa. Já inclusa a loucura.
Agora o Nobel.




2 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de João Carvalho / Qua, 14 Mar, 2007 às 23:29

Porque não quero que pensem nos americanos como quaisquer uns, aqui fica um vídeo que mostra o quão capacitados são tais ilustres cidadãos do mundo. E mais palavras não tenho, porque o que vão ver em seguida não tem comentário possível.







0 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de João Carvalho / Ter, 13 Mar, 2007 às 00:37

Hoje, terça dia 13 vai estar em exibição no CineClube de Olhão a abrir Little Miss Sunshine :Zero Um, como fora já anunciado. Esperamos que todos possam ir. Possam ir dar uma voltinha ao bilhar grande e não ver aquele degredo. Fica aqui a sinopse da curta-metragem. Esperamos que tenham gostado, e quem não gostou.. merda! =P


(Quem se der ao trabalho de querer ler, clique em cima da imagem para a maximizar)




1 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Seg, 12 Mar, 2007 às 22:35

Não sei se - como anunciam... - será o melhor filme de espionagem de sempre; mas certamente estará entre os maiores, com 3 horas de fita...
Guerra Fria em fundo.
Espiões, toupeiras, infiltrados, a ilusão e a realidade ou vice-versa, alternados, e nós ali, agarrados à tela. Uma ou outra vez perguntamo-nos: "Mas Afinal...?" - e isso é bom, já que tem 3 horas.
O filme é de Robert de Niro com Robert de Niro, que tem apenas duas aparições, fugazes, no decorrer do filme. Pouco. O de Niro velho, sem vontade de representar, - Sr. Director - e eu com saudades de outros tempos, outros voos... Melhores filmes de alguma coisa de sempre! E o de Niro na cadeira de Realizador.
E com ele Joe Pesci, que aparece distinto, sempre, no lampeiro cartaz do filme. Participação Especial, não mais que um minuto, sem relevância nenhuma, o Pesci quase velho simpático, nada rezingão e outra vez a saudade do actor que foi e será, outras vezes, não esta.
O argumento não é mau, duro talvez. A Guerra Fria, o contexto histórico bem explorado ou bem ficcionado, que não a vivi para saber...
Matt Damon como bom actor que é, bom papel, mas faltaram o de Niro e o Pesci do cartaz. A Jolie que até alegra a vista, sim senhor... Alec Baldwin competente.
Mas vai-se a ver e isso é pouco para 3 horas de filme.
Má escolha para sessão da meia-noite. Fico rabugento. E o Damon, às tantas, dá-me sono.




6 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Seg, 12 Mar, 2007 às 22:00

Caros leitores, leitoras, mendigos, estúpidos e/ou pessoas enganadas no endereço - estes últimos ainda estão a tempo: não leiam, vão-se embora enquanto podem. (Têm-me dito que isto da psicologia invertida...)
Serve este post para noticiar uma lavagem de cara ao blogue, já reclamada.
Assim, em sendo do vosso agrado, solicitamos o comentário elogioso.
Não sendo de vosso agrado, a crítica mordaz e, assaz violenta.
Se pelo acaso o leitor ou o visitante ocasional e desgostoso pela má sorte da ocasião estiver pura e simplesmente nas tintas para o que aqui se passa, recomenda-se que o diga directamente através do "comment", e não mais cá volte, senão três a quatro vezes por dia.
Obrigado.

PS. Não é senão por enorme respeito aos portugueses o que me impede a dizer que a TVI acaba de lançar o programa que, desde sempre, me parece personificar melhor a estupidez humana.
Seja um sucesso de share, esqueço o respeito aos portugueses e troco estupidez humana por tuga.




2 seres zurraram ALTO!  Zurrar!Pelo génio de Pedro Guerreiro / Dom, 11 Mar, 2007 às 15:16

Às vezes, dá gozo ver uma coisa tão bem feita. Como ontem à noite.
Moby Dick, adaptação para teatro de uma obra literária de três tomos, do génio que foi Herman Melville. Da adaptação, por Maria João Cruz, também aplaudo o génio. Porque mais que encenar, é re-inventar em duas horas (!) literatura de muitas: Três volumes, que raio...
E depois, António Pires, o encenador, brinda-nos com um espectáculo ágil, a cenografia brilhante (mais que brilhante...) por João Mendes Ribeiro e a banda sonora (isto existe, assim dito, em teatro?) muito, muito boa por Paulo Abelho e João Euleutério. "Orelhuda", citando.
O elenco é bom e puxa o público. À má-fila. À ignorância, digo.
Se calhar, havia quem fosse à espera de ver a Rueff de bigode e cabelo lambido a gritar por Lampiões e Miguel Gilherme numa das suas personagens de lisboeta chico-esperto.
Moby Dick é, - se já não pagaram bilhete, - um clássico de literatura em que o existencialismo é palavra de ordem, e Ahab, de corpo e mente mutilados, palco dessa densa busca.
Maria Rueff é narradora que encarna facetas. "Anjo da Morte", mulher de pescador massacrada, narradora "brechtiana", altivez e sujeição. Afastem os rótulos e, por favor, o bigode. Assim estamos tão bem.
Miguel Guilherme é um belíssimo Capitão Ahab. Irascível, obcecado. Como deve. Não há Miguel Guilherme. Apenas antes de entrar e depois de sair. Grande mérito nisso...
E um restante rol de actores muito mais que competentes. Grandes trabalhos.
Não vai haver isto em DVD?
Assim, dá gosto, e apetece-me ir ao teatro, como já na semana passada com um belo Hamlet, - sobre o qual não tive tempo de escrever, nem tanta vontade, apesar de ter gostado bastante.

Mas hoje, um mimo ao Moby Dick.
Porque sim.



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