
Para quem ainda não percebeu, este é o post que anuncia que o Zurraria já morreu. Paz à sua alma. Amén.
O Bandido andou fugido durante tempo demais mas valeu a pena esperar. Manuel Cruz regressou aos trabalhos publicados com um álbum que tem tudo para ser uma obra de culto. É Manuel Cruz na sua essência, é ele mesmo, caustico, experimental, irreverente. Foge Foge Bandido é mais do que um CD, são dois, O amor dá-me tesão e Não fui eu que estraguei, cada um com 40 faixas e ainda um livro ilustrado – por Manuel Cruz - de 140 páginas.
Foge Foge bandido tem muito do que Manel Cruz andou a fazer às escondidas nos últimos anos, desde ensaios caseiros, frases que não dizem muito, um som de uma motorizada que não diz absolutamente nada, uma discussão canina de 4 segundos, um minuto de silêncio e músicas como Borboleta ou Tirem o Macaco da Prisão que são de ouvir muitas e muitas vezes. É um álbum para ouvir sem parar, do princípio ao fim em duas horas certamente bem passadas.
No Zurras FM algumas amostras de Foge Foge Bandido. A destacar ainda o site do álbum com desenhos de Manel Cruz e onde pode ser vista a curta-metragem de Luís Vieira Campos “Quando eu Morrer”, da qual o “Bandido” é autor da música.
...bolas pah! Não consigo! Forgetting Sarah Marshal! É este o título do post!

Mais um produto da já apelidada veia indiesca norte-americana de onde se tem destacado filmes como "Litle miss Sunshine", "Superbad" ou "Knocked up". Em comum têm um núcleo de actores/directores/produtores que em muito têm contruibuido para o melhoramento do cinema "em série" de qualidade, norte americano - não bastam as produções megalómanas de super heróis ou filmes de elevada de elevada qualidade que apenas surgem nos meses que antecedem a cerimónia dos óscares.
"Forgetting Sarah Marshal" tem, também, esse mérito, embora me pareça estar mais próximo do modelo de comédia romântica hollywoodesco, adoptando o típico modelo de rapaz abandonado pela namorada, que depois conhece um novo amor no exacto momento em que a ex-namorada se arrepende de o ter deixado - não é spoil, o filme vale mais pela comédia de situação - mas mesmo assim este filme consegue algo novo, genuinidade. E muitas vezes é isso que destingue filmes bons dos banais.
"Forgetting Sarah Marshal" tem ainda o mérito de resgatar mais um actor, Jason Segel, da bela série "Freaks and Geeks" -passou várias vezes na Sic Radical - que apesar de ter tido algumas entradas relevantes nos outros filmes já referidos, tem neste filme o seu primeiro papel de real destaque - ainda para mais num filme escrito pelo próprio.
P.S. A sala estava vazia, 3 dias após a sua estreia, num dia de fim de semana. Só devo concluir que quem teve a genialidade de "traduzir" o título do filme para português devia parar de partilhar seringas com a Amy Winehouse
...do jogador que mais me fez vibrar e apaixonar pelo ténis. Um jogador que, no seu melhor momento, mostrou-se implacável em todos os pisos - embora a sua especialidade tenha sido sempre a terra batida - numa época que culminou com a vitória no master de Lisboa.
Ontem em, em Roland Garros, despediu-se depois de anos cheio de lesões. Não terá terminado da melhor maneira, mas terminou certamente no melhor local...em casa!

A foto, como é óbvio, é do mágnifico arquivo fotográfico doRecord.
Porque não? Já cá não faz falta nenhuma!
[UPDATE] Pus-me a pensar se, pelo facto da canção vencedora deste ano ter sido composta e produzida pelo Timbaland, se teriamos igual sucesso com uma canção interpretada por José Cid e produzida por Timbaland ou quem sabe Neptunes! Porque não Mark Ronson?
Ok! Não é pela notícia, que pode surgir numa qualquer blitz ou nme, que escrevo o post. Ao ler a notícia, no site da NME, soube que a artista tinha lançado duas faixas do seu próximo trabalho, a ser lançado este ano, na sua página do MySpace e fui ouvir. Existe normalmente uma tendência, por parte dos meus amigos e conhecidos, a não se gostar do pop praticado pela Lily Allen, por este soar demasiado infantil/fantasioso - irritante às vezes - mas é exactamente por isso que fiquei preso à cantora londrina. É um pop ritmicamente que me atrai e que contagia qualquer ambiente mas que nem por isso se mostra desprovido de mensagem. Alêm disso, é uma artista versátil, com uma (bela) queda para o hip-hop com participações de bom nível com Comon - num rap mais tradicional - e com o Dizzie Rascal - num hip-hop/garage/grimme mais modernaço - mas que também tem uma boa participação com o (actual) rei das versões Mark Ronson - na verdade em todos os casos ela nunca se desliga da sua voz de "menina da pop" mas a verdade é que soa sempre bem.
Ora ouvindo estas novas músicas pareceu-me que a "menina" tenta um "amadurecimento" sonoro demasiado forçado - e nada justificado. É uma pop que me soa a demasiado adulto e onde as suas qualidades não me parecem tão evidentes. Mas lá está, é precipitado avaliar desta forma o que ainda está para vir.
De qualquer forma, aqui fica a sua participação com o Dizzie Rascal em "Wanna be":

Não me canso de elogiar a secção de fotojornalismo desportivo, de extrema qualidade, que oRecordnos disponibiliza diariamente. Neste caso temos o improvável Tíui a fazer o que aparenta não saber...deu certo. No Lumiar festejou-se como se de um campeonato se tratasse. Mas, para todos os efeitos, parabéns ao Sporting!
À falta de posts aqui fica uma música, retirado do mais recente trabalho de M.I.A. - Kala - que causa sempre um grande impacto quer pela mensagem assumidamente política, como sempre, como pelo próprio ritmo.
De referir que nos E.U.A esta música não passou intacta pela "censura", obrigando mesmo a cantora a retirar os "disparos" do refrão por, supostamente, incentivar os ouvintes à violência. Por isso se quiserem ouvir a versão light podem fazê-lo aqui - só por curiusidade vale a pena ouvir o refrão.

Tal como havia anunciado, na passada quinta-feira presenciei à antestreia nacional do documentário "Part of the weekend never dies". Eu que, confesso, não estou propriamente habituado a ir ao cinema ver documentários, muito menos músicas, fiquei francamente impressionado com este trabalho. Começando com a realização e na forma como Saam Farahmand conseguiu transportar totalmente para a tela a experiência de assistir a um concerto dos Soulwax. Recorrendo a um ritmo frenético de mudanças de cenas, misturando imagens de concertos com testemunhos de pessoas do ramo musical - entre os quais contavam-se nomes como James Murphy, Tiga, Justice, Nancy Whang - e de alguns espectadores de concertos, em conversas de casa de banho. Um autêntico desafio sonoro e visual para o espectador. O filme, para além de abordar os projectos dos irmãos Dewaele - Soulwax, Radio SoulWax, Nite Versions e 2many Dj's - foca-se sobretudo nos bastidores de quem vive da e na noite - e de quem se diz estar sempre em tour. Um mundo sombrio, de loucuras, excessos e muitas drogas. Tudo isso foi exposto a cru, sem filtros nem censuras.
Seguiu-se o concerto, no Lux, e a sensação foi estranha. Uma hora antes tinha estado a presenciar todo aquele universo e agora estava, de certa forma, dentro dele - imaginem verem o Lord of the Rings e depois terem a possibilidade de ir até à middle earth. O concerto foi fantástico, onde foram tocadas as principais faixas do álbum Nite Versiones, algumas do "Most of the Remixes...", sendo que para tal contribui também o ambiente do Lux e toda a sua acústica, um espaço já eleito pelos irmãos Dewaele como um dos melhores palcos do mundo para se "passar música".
Seis meses depois deste, a rapaziada aqui do blogue foi a outro concerto dos Dead Combo.
Festa de lançamento de Lusitânia Playboys, o último dos dois rapazes, num Lux preparado para ouvir boa música. Expectativas em alta, depois do que ouvimos em Faro e do que já tínhamos ouvido no myspace da banda.
Não foram defraudadas, mas não ficámos completamente satisfeitos. O ambiente estava lá, a imagética esteve lá e a música também, mas ficou a faltar qualquer coisa. Faltou o oompf, se quisermos, um bocadito mais de crueza, um pouco do raw power com que tínhamos sido brindados no concerto de há seis meses.
Tó Trips e Pedro Gonçalves em modo Lusitânia Playboys apresentaram, e bem, o novo disco, desta vez com a ajuda em palco dos músicos que colaboraram na feitura da obra. Ana Quintans, Nuno Rafael, Marco Franco, Zé Vilão, João Marques, Jorge Teixeira ajudaram à festa (não posso confirmar que todas estas pessoas participaram, dado que fui roubar estes dados ao myspace deles), mas posso afirmar que a maioria esteve lá e portou-se bem, não destoando da mestria de Trips e Gonçalves.
Ouviu-se Cuba 1970, Lusitânia Playboys e Like a Drug entre outras deste novo album, mas não faltaram os clássicos que ajudaram a construir a mitologia Dead Combo, como o mítico western Mr. Eastwood, em duelo de velocidade, arte e perícia.
No título do post de há seis meses referia que mais do que um combo tinham sido um finishing move. Desta vez não posso ir tão longe porque a consciência não me deixa, mas não me interpretem mal, foi um bom concerto.
O problema é que provavelmente fomos mal habituados.
Quase tão velhos como os membros do governo cubano, os Rolling Stones ainda estão aí para as curvas, pelo menos é o que transparece de Shine a Light, filme/concerto, mais concerto do que filme, gravado pelo mestre Scorsese, também ele um fã da banda.
Gravadas as duas actuações dos Stones no Beacon Theatre em Nova Iorque, dificil seria a Scorsese fazer um mau trabalho. Pelo menos foi com essa sensação que ficámos à saída da antestreia na passada segunda-feira. Tanto eu, como o David e o Pedro, distintos membros deste blogue, chegámos à conclusão que, não fosse a banda os Rolling Stones e o filme/concerto, mais concerto do que filme, não seria muito diferente dos espectáculos gravados como se não houvesse amanhã pela restante rapaziada da indústria musical.
Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ronnie Wood estão em boa forma, ou pelo menos aparentam, naquele que foi o regresso ao palcos pequenos, mais aconchegadinhos junto ao público, numa perspectiva mais intimista com as miúdas da fila da frente, o que dá sempre jeito, especialmente para quem há mais de 40 anos toca em estádios ou em praias para um milhão de pessoas.
A energia continua lá, nos riffs de Brown Sugar, Satisfaction e Start Me Up, na química entre Ronnie e Keith e na postura em palco do sr. Jagger. A alegria de tocar aparentemente ainda se mantém, pelo que não há que censurar os velhotes por continuarem a fazer tournées por esse mundo fora.
Aqui em Shine a Light sente-se pouco o dedo de Scorsese, salvo na abertura e no encerramento do espectáculo, com uma entrada e saída dejá vu pra quem está familiarizado com uns tais goodfellas. Interessante também a escolha das imagens de arquivo a entremear o prato principal, como que a lançar pequenas pitadas de sal da história dos Stones.
Quanto aos convidados especiais, dos três, (Jack White, Buddy Guy e Cristina Aguilera) dispensava-se facilmente a última, em claro overacting, se quisermos voltar à história do filme/concerto. Os outros dois simplesmente assentaram que nem uma luva, especialmente o bluesman Buddy Guy, em duelo de guitarras com Keith Richards, num dos melhores momentos de todo o concerto.
Um filme/concerto, mais concerto que filme, que merece ser visto, mesmo para quem não é fã dos Stones. Afinal, é Rolling Stones com Scorsese, quão má poderá ser a experiência?
Estreia esta semana, ide ver e apreciai.
Curta-metragem jeitosa, a que vos trago hoje. Produto do cinema brasileiro, mas no fundo uma reflexão sobre o cinema americano, o cinema tarantinesco, para ser mais preciso. Selton Mello e Seu Jorge num bate-papo acompanhado a chopinhos e batatas fritas sobre a filmografia do amigo Tarantino. Sobre as personagens criadas por Tarantino, para ser mais preciso, e a forma como estas se entrelaçam nas várias narrativas criadas.
Conversa ao estilo "Coffee and Cigarettes" de Jim Jarmusch, como li num blogue brasileiro, Tarantino's Mind, assim se chama a curta metragem realizada e escrita pela 300 ML e produzida da Republika Filmes.
Interessante a teoria da conspiração defendida por Selton Mello, embora os fãs do feet freak Quentin Tarantino já tivessem identificado as semelhanças e os pequenos pormenores que ligam umas personagens às outras. A curta é de 2006, segundo sei, pelo que poderá ser conhecida de muita gente.
"Selton resolve revelar uma tese sobre o diretor americano, em que todos os personagens criados por ele têm uma ligação em seus vários filmes. A Noiva de Uma Thurman, por exemplo, é a mesma louca de Pulp Fiction. Lembram quando Vincent Vega (John Travolta) pergunta sobre o trabalho dela? "Facas", responde Uma. E em que A Noiva é especializada? Facas!" link
Já garanti o meu lugar para a estreia do documentário "Part of the Weekend Never Dies", a realizar-se no dia 8 de Maio (quinta-feira) que relata o backstage da banda belga Soulwax, encabeçados pelo colectivo 2manydjs. Confesso que há já algum tempo que andava para os ver e a possibilidade de assistir tanto à actuação como ao documentário deixa-me de certa forma ansioso para que o dia chegue. Alguém alinha num cordão humano por eles?
Update 02/05/08:
Na próxima quinta-feira (dia 8 de Maio) vai ser exibido às 22h no Cinema São Jorge o documentário “Part of the weekend never dies” que, em principio, contará com a presença dos membros da banda. De seguida, no Lux, é que se vai realizar esse concerto da banda juntamente com algumas actuações de outros Dj’s Belgas. Aquilo a que eu chamo uma noite em cheio. O preço para tudo isto (Cinema + Transporte entre Cinema São Jorge e Lux + concerto) é de 25 euros. Os bilhetes estão à venda na loja de discos Flur (situada nos armazéns ao lado do Lux).
O trailer é este:

A ironia é um instrumento de literatura ou de retórica que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa, deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos.
Na Literatura, a ironia é a arte de gozar com alguém ou de alguma coisa, com vista a obter uma reacção do leitor, ouvinte ou interlocutor.
Ela pode ser utilizada, entre outras formas, com o objectivo de denunciar, de criticar ou de censurar algo. Para tal, o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes, mas com a finalidade de desvalorizar. A ironia convida o leitor ou o ouvinte, a ser activo durante a leitura, para reflectir sobre o tema e escolher uma determinada posição.
definição retirada da wikipedia.org
Exemplo de ironia:"Metallica have hinted that they are considering releasing music in the style of Radiohead and Nine Inch Nails, who recently gave away material free online." fonte: nme.org
ironia, ai a ironia...
Segundo se podia ler na caixa de comentários de um artigo do PÚBLICO.
"Ninguém terá tanto sucesso em Portugal como o Benfica".
"Projecto do Benfica está a assustar muita gente".
"Depois do Verão, seremos o maior clube do mundo".
"Queremos ser campeões europeus".
"Dentro de 3 anos o Benfica será o maior do mundo".
"O Benfica será mais forte que o Real Madrid".
"Os benfiquistas sabem que iniciámos um novo ciclo em Dezembro e esse ciclo é para continuar".
"Vamos continuar a surpreender muita gente com alguns resultados que muita gente não espera".
